Funcionários acham difícil reconhecer os assaltantes
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quarta-feira, 05 de setembro de 2001
Chiara Papali 
A joalheria Bergerson, assaltada na terça-feira em Londrina, ficou fechada ontem. Os funcionários da loja e a gerente Ivete Alves Martins, que teve uma bomba amarrada ao corpo durante o assalto, prestaram depoimento na 10Subdivisão Policial. O subgerente Antonio Roberto Torres, que teve a família sequestrada pelos ladrões na noite anterior ao roubo, deve ser ouvido hoje
A gerente da joalheria, Ivete Alves Martins, acha difícil reconhecer os assaltantes, mesmo sem eles terem usado máscaras. ''Fiquei muito apavorada, acho que não consigo reconhecê-los'', disse. A gerente disse que ainda não sabe o montante de jóias levadas pelos ladrões. ''Antes de um levantamento não dá para saber'', afirmou.
Um dos seguranças da loja, Antônio Marcelino Ribeiro, de 33 anos, também acha difícil reconhecer os assaltantes. ''Todos ficaram muito nervosos, apavorados. Só lembro que um deles era baixo e mulato, e o outro moreno claro, com cabelos castanhos escuros, e com mais ou menos 1,75 metro de altura'', disse.
Outra pista que pode levar aos assaltantes, segundo o delegado Jurandir, é a ligação feita à chácara em Bratislava (Cambé), onde a família do subgerente foi mantida como refém. O telefone da chácara possui identificador de chamadas (bina) e a polícia sabe de que número os assaltantes ligaram solicitando aluguel da chácara.
Anteontem, o delegado Márcio Amaro levantou a hipótese de que a quadrilha que assaltou a joalheria possa ser a mesma que roubou mais de R$ 1 milhão de cofres particulares do Banespa, em 10 de janeiro deste ano. O caso ainda não foi solucionado e a polícia pretende mostrar o retrato falado dos ladrões aos funcionários da joalheria. Outro assalto com reféns registrado em Londrina foi o da Proforte Transporte de Valores, em 1999, que teve envolvimento de Marcelo Borelli, preso desde outubro do ano passado, acusado de tráfico de armas. No assalto da Proforte, cerca de 15 homens fortemente armados, mantiveram as famílias de três funcionários da empresa em cativeiro e roubaram entre R$ 3 e R$ 4 milhões de vários malotes.


