Funcionário demitido protesta contra Urbs
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quinta-feira, 09 de abril de 2009
Rosiane Correia de Freitas<br>Equipe da Folha 
Curitiba - O ex-agente de trânsito Aparecido Massaranduba, 36 anos, realizou, ontem, uma caminhada de 20 quilômetros, entre Campina Grande do Sul, na região metropolitana, e a sede da Urbanização de Curitiba S/A (Urbs), carregando uma cruz de oito quilos. No fim da peregrinação, Massaranduba se instalou em frente ao prédio e deu início a uma greve de fome, que pretende manter até que o prefeito Beto Richa (PSDB) o receba. O ex-funcionário da Urbs protesta contra sua demissão, na última quarta-feira.
"Foi retaliação. Não tive direito a defesa. Foi uma demissão sem justificativa", acusou. Segundo Massaranduba, a Urbs o demitiu por conta de denúncias, que ele teria apresentado, em abril de 2003, de que os ônibus de empresas ligadas à Urbs não eram multados pelos radares que controlam os limites de velocidade.
"Tenho quase 15 anos de serviços prestados à Urbs. Se eu fosse um mau funcionário, teria sido mandado embora por justa causa", defendeu. Segundo Massaranduba, é a primeira vez que ele fica desempregado. "Se eles querem me ver passando fome, não precisam ir muito longe. É só sair do prédio e acompanhar meu protesto", disse.
O ex-funcionário disse que recebeu apoio da população durante toda a caminhada pela rodovia BR-116. "Muita gente buzinou. Alguns pararam para me dar água", relatou. Ele diz que protesta porque não teve direito a ser submetido a processo administrativo e que sua demissão foi arbitrária. "O chefe de setor chegou antes do horário só para entregar minha demissão", contou. Além da greve de fome, Massaranduba avisa que irá protocolar um mandado de segurança na Justiça do Trabalho para suspender os efeitos da demissão.
A Urbs informou, por meio de sua assessoria de imprensa, que não irá comentar o processo que culminou com a demissão do ex-agente de trânsito porque se trata de uma questão administrativa. A instituição alega que todos os processos necessários foram realizados e que Massaranduba tem todo o direito de recorrer à Justiça se julgar necessário.


