Funcionário da UEL é queimado com gravidade
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 02 de janeiro de 2008
Janaina Garcia<BR>Reportagem Local 
O caso poderia se assemelhar aos tantos que, em época de festividades e fogos de artifício, terminam com vítimas de queimaduras causadas pelo uso negligente desse tipo de artefato. A situação do operador de som Flávio de Souza, 40 anos, contudo, é diferente: dizendo nunca ter soltado um único rojão ao longo da vida, ele passou a virada do Ano Novo e o primeiro dia de 2008 na ala de Queimados do Hospital Universitário (HU) de Londrina, vítima de uma bomba de cal soltada por um desconhecido.
A ocorrência foi atendida pelo Corpo de Bombeiros no Jardim Santa Rita I, na Zona Oeste da cidade, por volta das 21 horas do dia 31. Souza contou que havia ido com mais dois amigos comprar carvão e foi atingido por uma bomba acesa por um desconhecido. ''Foi tudo muito rápido; assim que saí do carro, veio uma bomba daquelas caseiras, como um foguete, para cima de mim'', disse.
Funcionário da Universidade Estadual de Londrina (UEL) - ele está na Rádio Universidade há 17 anos -, Souza sofreu lesões graves na coxa direita e na área genital. As informações são do sargento Paulo Magalhães, do Bombeiros, que, a princípio, pensou se tratar de queimadura causada por rojão.
A vítima passou por uma cirurgia ontem e, até o final desta semana, deve ser submetido a outra para realização de enxerto. ''Nunca gostei dessas coisas, nunca mexi com fogo de artifício, acho muito perigoso. Tinha que ter uma lei, ou algo do tipo que limitasse ou proibisse a venda desses produtos, para evitar uma infelicidade dessas'', lamentou Souza.
Conforme o sargento do Bombeiros, essa foi a única ocorrência por queimadura registrada na noite do Reveillon. De todos os hospitais de Londrina consultados pela FOLHA, ontem, apenas no Zona Norte (HZN) uma criança de 10 anos havia dado entrada com ferimentos leves, nas mãos, causados por bombinhas.


