Uma funcionária, de prenome Luzia, dos Juizados Cíveis e Criminais de Curitiba foi afastada das funções sob acusação de ter ficado com cerca de R$ 100 mil destinado ao pagamento de cerca de 70 processos. Embora a parte acusada tivesse feito o pagamento, os beneficiados jamais viram o dinheiro. O golpe foi descoberto em novembro do ano passado e em fevereiro deste ano o diretor dos Juizados, juiz Haroldo Montanha Teixeira, encaminhou cópias da investigações à Corregedoria da Justiça e ao Ministério Público.
Teixeira, que se recusou a fornecer o nome da acusada, disse que o processo administrativo está em tramitação e corre em segreto de Justiça. Ele disse ainda não ter informações do processo no Ministério Público. Segundo o juiz, o golpe foi descoberto quando uma funcionária verificava um processo no setor de arquivo. A funcionária teria descoberto que em alguns processos havia o recibo de recebimento das causas, mas não havia o de pagamento aos beneficiados.
Nenhuma das partes interessadas, segundo Teixeira, teria procurado receber o dinheiro. Existe processo de 1993, pagos há, pelo menos, dois anos. O desinteresse pela causa, conforme o juiz, teria facilitado a ação da funcionária. ‘‘Não que seja culpa da parte interessada, que, em geral, são pessoas leigas’’, disse.
A falta de interesse, porém, deve custar caro para essas pessoas. Segundo Teixeira, são exatamente elas que devem ser prejudicas. O pagamento das ações, afirma o juiz, somente deve ser feito depois dos julgamentos do processo contra a funcionária. Teixeira disse que todos os interessados já foram intimados a procurar os Juizados e a maioria confirmou não ter recebido o dinheiro. As pessoas prejudicadas também podem, segundo o juiz, entrar com processos contra o Estado, para exigir o recebimento das ações. Conforme Teixeira, a funcionária pode ser obrigada a devolver o dinheiro.

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