Funcionamento é igual ao de ponto de táxi
Funcionamento é igual
ao de ponto de táxi
Os mototaxistas que trabalham no centro da cidade alegam que os estacionamentos de motocicletas são públicos, gratuitos não são atingidos pela Zona Azul e específicos para motocicletas. Portanto, eles não podem ser retirados do local, a menos que tenham problemas de segurança ou de documentação do veículo. Além disso, afirmam que não procuram disputar vagas com outros motociclistas da cidade. Às vezes, quando o estacionamento está cheio, a gente dá um jeito, aperta, e cuida da moto da pessoa, garante Valdecir Alves de Mira, 29 anos, que trabalha na Rio de Janeiro, em frente à Caixa, com outros seis colegas.
Onofre Ribeiro Neves, 53 anos, que trabalha no mesmo local, explica que a organização dos mototaxistas nos estacionamentos públicos é a mesma de um ponto de táxi comum, ou seja, vale a ordem de chegada. Melhor seria se tivesse um local específico para gente ficar. Mas, como não tem, a gente fica aqui mesmo, acrescenta. Tanto Neves quanto Mira não estão ligados a nenhuma central.
Já na Rio de Janeiro, quase esquina com Benjamim Constant, o sistema é diferente: oito ou nove mototaxistas da Solução trabalham com rádio de comunicação e recebem as corridas da central. Os mototaxistas também são unânimes em afirmar que o serviço é a única maneira de sobreviverem à crise do emprego. Tenho curso no Senai de operador de empilhadeira. Mas, por causa da idade, não arrumo emprego. Então vou fazer o quê? Tenho que me virar, diz Rebouças.(L.H.)





