O vereador João Alves Corrêa (PMDB), foi obrigado ontem a retirar de pauta projeto que liberava o horário de funcionamento das farmácias de Maringá. Pela proposta dele, as farmácias poderiam abrir a qualquer horário, sem influência da fiscalização. A pressão dos donos de farmácia obrigou Corrêa a suspender a votação do projeto, que agora será analisado em conjunto com o setor. ‘‘A grande maioria dos empresários não querem o horário livre’’, garante o presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Medicamentos, Nivaldo Ricci.
Os vereadores, no entanto, cobram das farmácias o cumprimento da escala de plantão. Uma lei municipal sancionada ano passado deveria disciplinar o horário de atendimento especial. Um grupo de donos de farmácias, no entanto, acabou furando a escala depois de conseguir liminar, que garante a liberdade de horário. ‘‘As outras farmácias foram obrigadas a abrir fora do plantão determinado para não perder clientes nem ter prejuízos’’, explica o vereador José Maria dos Santos (PSD).
‘‘Hoje está tudo bagunçado. Cada um abre a hora que quer e coloca em risco o atendimento ao consumidor’’, diz o vereador. Ele acha que um novo projeto, com a participação dos proprietários, será o caminho para disciplinar o problema.

mockup