Funcionamento complica trânsito
Funcionamento complica trânsito
Marccio W. Varella
Marcos Negrini
Primeiro diaMovimento de passageiros e de ônibus na nova rodoviária foi cerca de 30% menor que a média da velha estaçãoA nova rodoviária de Maringá começou a funcionar ontem com movimento 30% menor que a média registrada na estação desativada, no centro da cidade, que era de 3,7 mil passageiros por dia. Alguns ônibus que chegaram a Maringá desembarcaram os passageiros na velha rodoviária. O trânsito na região da nova estação ficou tumultuado das 7 horas às 8 horas e após às 17 horas, quando as avenidas Centenário e Tuiuti ficaram intransitáveis. O movimento de carros também foi cerca de 30% abaixo da média, que é de 441,5 ônibus estaduais e interestaduais que chegam e saem de Maringá por dia.
O secretário municipal de Transportes, José Carvalho, justificou que o período ainda é de teste, por isso o movimento de passageiros e ônibus será menor nas próximas duas semanas. Será um teste também para o trânsito em torno da rodoviária, disse Carvalho.
O prefeito Jairo Gianoto (PSDB) disse que já sabia das dificuldades que encontraria na nova rodoviária quando assumiu o cargo, em 97: Trinta por cento das obras já estavam prontas quando eu assumi. Sempre fui contrário à localização da nova rodoviária. O terreno é impróprio, comprido e estreito.
Das 21 lojas construídas na área interna da rodoviária, apenas seis estão funcionando normalmente: lanchonete, tabacaria e revistaria no piso térreo e mais quatro pequenos bares no superior. Quatro lojas ainda não foram vendidas e a da farmácia, já negociada, ainda está sendo instalada.
A estação rodoviária ocupa 175 metros de extensão da Avenida Centenária, onde estão instaladas 250 cadeiras de espera. A garagem subterrânea tem 103 vagas para carros e o pátio interno dispõe de mais 30. A vaga custa R$ 7,00 por dia e o carro pode ser deixado até por 48 horas nos estacionamentos.
Uma das novidades é o sistema de guarda-volumes Malex, em que o usuário compra chave por R$ 2,50 e pode utilizar o espaço até por 24 horas. Foram instaladas 250 guarda-volumes.
A responsável pelo projeto arquitetônico é a funcionária da Secretaria Municipal dos Transportes, Maria Isabel Cordeiro Calvo. Ela disse que fez o possível para adequar o projeto ao tamanho do terreno, considerado pequeno. A nova rodoviária custou R$ 7,5 milhões. Do total, R$ 4,8 mi foram financiados pelo programa Paraná Urbano, do governo estadual.
Maria Isabel prevê movimento de cerca de 112 mil passageiros por mês. Projetamos a estação para atender três milhões de passageiros em Maringá no ano 2010. Hoje, o movimento anual chega a 1,3 milhão. Deixei espaço para mais 16 plataformas, além das 34 que já estão sendo usadas. O terreno realmente não é amplo. Tivemos muitas dificuldades para desenvolver o projeto.
A construção da rodoviária de Maringá demorou dois anos. Ela está localizada no bairro Zona Oito, distante dois quilômetros da Praça Raposo Tavares, onde fica a velha estação.





