A Secretaria de Segurança Pública do Paraná deve extinguir, a partir de janeiro do ano que vem, a função de delegado ‘‘calça-curta’’. A denominação é usada para identificar pessoas sem concurso que chefiam delegacias de polícia. Existem, no Estado, cerca de 1.500 deles, que oficialmente são classificados como Assistentes de Segurança Pública e são remunerados na função.
A decisão foi tomada durante uma reunião, a cerca de duas semanas, do secretário de Segurança, Rubens Tanure, com todos os delegados-chefes de subdivisões. A medida tem o objetivo de reduzir gastos do governo paranaense.
Os ‘‘calça-curta’’ seriam substituídos por delegados de carreira. Segundo informações colhidas na 10ª Subdivisão Policial. Como faltam delegados no interior do Estado, a mudança exigirá que alguns profissionais tenham que atender mais de uma comunidade ao mesmo tempo.
Levantamento feito na 10ª SDP indica que na área de abrangência da subdivisão existem assistentes de segurança lotados no 1º Distrito Policial de Cambé e nas delegacias de Florestópolis, Tamarana e Alvorada do Sul
‘‘Vestem um santo para desvestir outro santo. A medida é boa porque acaba com os protegidos de políticos para o cargo de delegado nomeado sem concurso. Por outro lado, deveria existir um melhor critério e planejamento para ninguém ficar prejudicado’’, comentou um delegado, ontem.
Segundo ele, a única solução seria a criação da 5ª classe na carreira de delegado, cujo projeto está parado na Assembléia Legislativa. Atualmente exitem apenas 4 classes de delegados no Paraná.

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