Funasa realiza visitas semanais
Semanalmente, a Fundação Nacional de Saúde (Funasa) - responsável pela saúde e saneamento em aldeias indígenas - visita a aldeia. Os índios são medicados e atendidos por uma equipe composta por enfermeira, auxiliar de enfermagem e dentista. Quando necessário, eles são encaminhados para tratamento em postos de saúde ou hospitais de Curitiba. ''A gente leva o atendimento até os índios. Identificamos o problema nas aldeias e cuidamos para que não falte remédio, nem atendimento'', diz Sérgio Esteliodoro Pozzetti, chefe do Distrito Sanitário Especial Indígena (Disei).
Entretanto, o saneamento ainda é deficiente. O cacique Irineu Rodrigues reclama que não pode tomar banho porque a água não é bombeada para chuveiros. A Funasa apenas atende a aldeia com caixas de água para consumo humano. ''Pra tomar banho fica difícil. O rio é pequeno aqui.''
A Funasa promete resolver a situação. Uma licitação para bombeamento da água deverá ter o edital publicado no próximo mês. O custo será de R$ 30 mil. Além de bombear, a água deverá vir de um local mais longe porque na região a água não é própria para consumo por ser salobra.
O engenheiro florestal e indigenista José Ferreira dos Campos, da Fundação Nacional do Índio (Funai), informou que cestas básicas são distribuídas para todas as aldeias. ''A gente acompanha, mas não interfere na aldeia. Não forçamos agricultura ou organizações sociais. Não queremos transformar o índio num cidadão brasileiro. Ele é um cidadão guarani'', explica. A Aldeia Sambaqui fica a 3,5 quilômetros de Paranaguá. No local, existe um sitío arqueológico guardado nas margens na Estrada Ecológica Domingos Mesquita Sant'Ana.(L.P.)





