Funasa promete solução até fevereiro
Funasa promete solução até fevereiro
O coordenador regional da Fundação, Hélio Sanfelice, ouviu as reivindicações dos índios e disse que os problemas deverão ser resolvidos até o mês que vem. Um convênio foi firmado com o Projeto Rondon, uma organização não-governamental de Santa Catarina, para a contratação de agentes de saúde e de saneamento em todas as aldeias do Estado. Deverão ser liberados cerca de R$ 4 milhões para a contratação de pessoal no Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e São Paulo. Uma equipe da Funasa viria ontem de Brasília para negociar com os índios.
Técnicos da Funasa já estão fazendo visitações e vistorias nas reservas indígenas do Estado para detectar as necessidades de cada aldeia. As equipes médica e odontológica irão percorrer também todas as aldeias com uma população de cerca de mil índios para auxiliar no tratamento e prevenção de doenças e cáries, argumentou ele. Deverão ser atendidas pelas equipes especiais as reservas de Rio das Cobras, Mangueirinha, Londrina e Ivaí.
Os recursos para medicamentos, principalmente na reserva de Mangueirinha, deverão ser revistos. Até este mês, quem coordenava estas verbas era a Funasa de Santa Catarina. A partir de fevereiro, vamos passar a fazer a distribuição de recursos por aqui mesmo, declarou ele. A chefe do distrito indígena da Funasa, Rosa Lilir Fragoso, disse que não tem conhecimento de que tenha havido falta de medicamentos em qualquer das reservas do Estado.
Para resolver o problema de falta de combustível, Sanfelice disse que irá implantar um rigoroso sistema para evitar que carros sejam abastecidos com recursos da saúde para atividades diversas. Dos veículos que estão disponíveis nas reservas, apenas um deverá ser usado para o atendimento à saúde.
A Funasa tem R$ 3,24 milhões de recursos definidos no orçamento deste ano para o Paraná. Por mês, são cerca de R$ 270 mil. (L.P.)





