De acordo com o responsável pelo pólo básico de saúde indígena da Funasa, César Gutman, o órgão teve que pedir apoio ao Cari para salvar a vida da menina Ana Paula. ‘‘As sequelas da meningite que afetou Ana Paula são severas e os pais não têm condições de cuidar da criança. Ambos, e também a avó, são alcóolatras, além de terem outros filhos pequenos’’, justificou. Segundo ele, a uma grande preocupação do órgão sobre o que vai acontecer quando a menina tiver que voltar a aldeia.
‘‘Antes de conseguirmos o apoio do Cari, ela vivia sendo internada no HU (Hospital Universitário), no Hospital Infantil, porque – por causa do próprio modo que é alimentada – estava sempre em um estado de desnutrição, além dos problemas respiratórios’’. De acordo com o Gutman, porém, a melhora era sempre temporária. ‘‘Os hospitais não podem mantê-la para sempre. Mas quando liberada, voltava a ficar em situação precária, mesmo com o apoio da auxiliar de enfermagem da Funasa na reserva’’, disse. Gutman disse que não sabe o que vai fazer quando o Cari não puder mais ficar com ela.

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