Funasa orienta índios no combate às cáries
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segunda-feira, 05 de março de 2001
Luciana Pombo De Curitiba 
Cerca de 80% dos índios têm problemas dentais e precisam extrair os dentes quando adultos. A informação é da Fundação Nacional de Saúde (Funasa), que está treinando cirurgiões dentistas para trabalhar não apenas com o tratamento, mas com a prevenção de problemas como cáries e inflamações na gengiva.
Eles percebem o problema quando sentem muita dor. E não existia até então qualquer tipo de prevenção das doenças bucais. Agora vamos orientar para tentar diminuir o índice de índios literalmente banguelas, salientou ontem a chefe do Distrito Sanitário Litoral-Sul, que abrange desde os estados de Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná até São Paulo e Rio Grande do Sul, Rosa Lilir Fragoso.
No Paraná, são 10 dentistas que estarão inicialmente trabalhando nas 17 aldeias indígenas. O problema é gravíssimo. Temos que mudar esta situação, avaliou. As normas de higiene serão repassadas nas escolas para os alunos. Os adultos serão chamados em palestras orientativas. Escovas de dente e cremes dentais serão distribuídos nas aldeias.
Aldeias grandes no Paraná, como a do Rio das Cobras e a de Mangueirinha, terão odontólogos trabalhando 40 horas semanais. Começaremos assim, mas temos a intenção de ampliar este atendimento, disse Rosa Fragoso. Em todo o Brasil, são 350 mil índios, em 210 povos com 170 dialetos identificados. Apenas os estados de Piauí e Rio Grande do Norte, além do Distrito Federal, não têm comunidades indígenas.
No Paraná, são 10,2 mil índios em 17 reservas e 85 mil hectares de terras. Principalmente estabelecidos nas regiões de Londrina, Guarapuava e Litoral Paranaense.


