Técnicos da Fundação Nacional de Saúde (Funasa) iniciaram anteontem à noite pulverização com inseticida no bairro Porto Belo, em Foz do Iguaçu, para combater o mosquito anofelino, transmissor da malária. Localizado às margens do rio Paraná, o bairro concentra grande número de pescadores, principais vítimas da doença.
A Funasa não divulgou ontem o número de pessoas contaminadas pela doença este ano na cidade. Segundo a assessoria estadual do órgão em Curitiba, o levantamento só ficará pronto hoje. Dados não oficiais indicam que em 97 foram registrados 24 casos em Foz do Iguaçu, apenas três casos a menos do que todo o ano passado. De janeiro ao final de março, a região da fronteira entre Brasil e Paraguai já havia contabilizado 76 pessoas com a doença.
A proximidade da cidade com dois grandes rios - Paraná e Iguaçu - e com a represa da hidrelétrica de Itaipu, favorece a proliferação do mosquito que transmite a malária. ‘‘A grande quantidade de água propicia a reprodução do anofelino’’, explicou o chefe do setor técnico da Funasa em Foz, Valdeci Delmiro da Silva.
Além da pulverização das ruas do bairro com inseticida, funcionários do órgão estão distribuindo panfletos para conscientizar os moradores a evitarem os rios no início da manhã e no final da tarde, períodos de maior ataque do mosquito. A Funasa também está coletando amostras de sangue dos moradores para exames.
O anofelino transmite a malária ao picar uma pessoa sã depois de picar alguém infectado. Os principais sintomas da doença são febres, calafrios, dor de cabeça, dor nas articulações e vômitos. Não há vacina para prevenir a contaminação.

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