Funai não deve ter substituição em Guarapuava
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 14 de agosto de 2001
Cláudia Carneiro<BR>Especial para a Folha<BR>De Guarapuava 
A Fundação Nacional do Índio (Funai) considera fruto de problemas internos o protesto realizado na segunda-feira pelos índios da área de Marrecas, entre Guarapuava e Turvo. Os índios concentraram-se durante todo o dia em frente ao prédio da regional da Funai, em Guarapuava, pedindo a saída do atual administrador, Vladinei Tadeu da Silva. A presidência da fundação informou ontem que não pretende atender a reivindicação e manterá a administração da regional.
De acordo com a presidência da Funai, em Brasília, não há nada que desabone o administrador da regional de Guarapuava. A assessoria do presidente Glênio Alvarez informou que o manifesto de segunda-feira teria sido uma mobilização isolada. A manifestação seria resultado de divergências internas, em especial, quanto a retirada de madeira das áreas indígenas.
Conforme a Funai, enquanto os índios protestavam em Guarapuava, outros 150 moradores de áreas indígenas da região estariam prontos para seguir até a regional e acabar com o protesto, tamanha é a divergência entre as comunidades. Ontem, a mobilização havia acabado.
O cacique da área de Marrecas, Reinaldo Matias, que coordenou o protesto, disse que a saída de Vladinei da Silva será tratada diretamente com o presidente da Funai, em Brasília, na sexta-feira. Uma comitiva formada por 17 caciques do Paraná tentará falar com Glênio Alvarez. ''Nós pedimos uma audiência há quase dois meses e até agora não tivemos resposta. Por isso, vamos assim mesmo'', explicou Matias.


