Funai diz que verba é insuficiente
Ainda na manhã de ontem dois funcionários da Fundação Nacional do Índio (Funai) estiveram no Jardim Acapulco e no terreno próximo à Rodoviária para verificar as condições em que os índios se encontram. Segundo a assistente social da Funai e administradora substituta, Evelise Viveiros Machado, a situação se agravou com o fechamento do Centro Cultural Kaigáng.
Evelise afirma que a vinda dos índios para a cidade sempre foi comum, para vender o artesanato produzido nas aldeias. ''Com a abertura do Centro, famílias inteiras de toda a região passaram a vir, porque tinham onde ficar. O fechamento do Centro atrapalhou e agora eles ficam nas ruas.''
A administradora da Funai afirma também que os recursos enviados pelo Governo Federal são insuficientes e chegam esporadicamente. Uma planilha de gastos é enviada para o governo no final do ano. Sem definir os custos, a administradora afirmou que apenas os recursos para despesas como água, luz, telefone e aluguel da sede da Funai são mantidos. ''Este ano recebemos R$ 6.500 que cobriram esses custos. Os setores de Agricultura e Educação recebem verbas esporadicamente.''
A verba social (cerca de R$ 5 mil), que cobre custos como hospedagem e alimentação, segundo ela, também não foi enviada. Essa verba cobre despesas de índios que precisam vir à cidade resolver problemas de documentação. A Funai atende 3.500 índios em sete reservas da região. (M.O)





