Funai diz que é favorável à exploração
A Funai, bem como a Assessoria de Assuntos Especiais Indígenas do governo do Estado, são favoráveis à exploração da água excedente, desde que os recursos sejam revertidos para os próprios índios. Não temos a intenção de terceirizar a exploração da mina. E também não podemos deixar esta água jorrando assim a vida toda, diz o administrador adjunto da Funai, Mauro Capelari.
Segundo ele, o órgão vai dar todo apoio necessário para que o assunto se resolva logo. Porém existem certas burocracias a serem respeitadas e temos de esperar a conclusão de estudos. A legislação deixa claro que a exploração de recursos minerais em terras indígenas fica a cargo da União e a comercialização deve ter aprovação do Congresso. Há controvérsias na interpretação da lei. Neste caso, a exploração é viável e até dispensaria a aprovação. Ninguém vai se opôr a um benefício como esse, diz Capelari.
O assessor especial de assuntos indígenas Edívio Battistelli diz que se a água for explorada em autogestão será sadio. Ali as terras são poucas e não existem outras alternativas, diz. Desde 1990 os índios aguardam a aprovação do estatuto que regulamenta as explorações, mas até hoje nada, diz.





