A Fundação Nacional do Índio (Funai) não tinha conhecimento de que índios de Ortigueira estavam residindo no Jardim Pindorama e nem sabia das ameaças. Para o órgão, existiam apenas três famílias residindo na periferia de Londrina. Segundo a assistente social da Funai, Evelise Machado, as lideranças indígenas de Ortigueira foram avisadas das denúncias de violência e vão tomar providências. A fundação, disse Evelise, respeita mas não aprova a decisão dos dos índios de se mudarem para a cidade. ‘‘A competitividade é desigual e eles ficam mais expostos a situações de perigo. Se a Funai prestar assistência integral aos índios desaldeados acaba incentivando a vinda deles em massa’’, afirmou.
A assistente social disse que o órgão auxilia aqueles que estão em situação difícil e procuram assistência. ‘‘Muitos vêm em busca de remédios e hospital.’’ Evelise destacou que é importante os índios permanecerem na reserva, para que a cultura seja preservada. Na região de Londrina existem aproximadamente 2.300 índios cainguangues e guaranis, em cinco reservas em Tamarana, São Jerônimo da Serra, Santa Amélia e Tomazina.
O Provopar informou que não há como saber quantos índios moram na periferia nem quantos recebem cesta básica. Conforme o Provopar, eles são cadastrados pela miserabilidade e não pela condição de índios. Nas fichas cadastrais constam nomes comuns e não dá para identificar quem é índio e quem é branco, informou a assistente Sâmia Mustafa. A secretaria de Ação Social não conta com técnico específico para trabalhar exclusivamente no Jardim Pindorama. (M.B.)

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