Funai aprova projeto da Usina Mauá para terras indígenas
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quarta-feira, 20 de junho de 2012
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A Fundação Nacional do Índio (Funai) aprovou o Projeto Básico Ambiental para as terras indígenas elaborado pelo Consórcio Energético Cruzeiro do Sul formado por Copel (51%) e Eletrosul (49%) e responsável pela implantação da Usina Hidrelétrica Mauá, no rio Tibagi (PR). O projeto relaciona as ações que serão desenvolvidas para reduzir ou compensar os impactos ocasionados pela construção da usina ainda que nenhuma das terras indígenas contempladas vá ter seu território alagado com o enchimento do reservatório.
As equipes responsáveis pela execução dos programas, compostas por antropólogos e engenheiros agrônomos, já estão trabalhando nas bases instaladas pelo consórcio perto das terras indígenas. Além da coordenação, quatro equipes foram formadas para atender as oito terras abrangidas: São Jerônimo e Barão de Antonina; Mococa e Queimadas; Laranjinha, Ywy Porã e Pinhalzinho; e Apucaraninha.
Mais de 900 famílias serão beneficiadas com a implantação de 17 programas e subprogramas socioambientais. Entre eles estão os de Articulação de Lideranças Indígenas, Apoio às Atividades Agropecuárias, Recuperação de Áreas Degradadas e Proteção de Nascentes, Vigilância e Gestão Territorial, Fomento à Cultura e às Atividades de Lazer e Monitoramento da Fauna e da Qualidade da Água.
O trabalho realizado até a elaboração do documento aprovado pela Funai contou com a participação de moradores de todas as terras indígenas, que também aprovaram as ações propostas depois da realização de vários encontros e oficinas. Realizado ao longo de dois anos, o trabalho também foi acompanhado pelo Ministério Público Federal.
A USINA A Usina Hidrelétrica Mauá está em fase final de construção na porção média do rio Tibagi, entre os municípios de Telêmaco Borba e Ortigueira. Quando concluída, terá potência instalada de 361 megawatts energia suficiente para atender o consumo de aproximadamente um milhão de habitantes. O projeto inclui ainda uma subestação e duas linhas de transmissão, que vão conectar a Usina ao Sistema Interligado Nacional (SIN).
Além das ações voltadas à população indígena, o Consórcio Cruzeiro do Sul implementa outros 34 programas ambientais na região, que incluem conservação da fauna, da flora e do patrimônio arqueológico, controle de qualidade da água, remanejamento e monitoramento da população atingida, proteção de abelhas melíferas, educação ambiental, entre outros. O investimento total no empreendimento é de cerca de R$ 1,2 bilhão.


