A partir de agora, quem for encontrado fumando dentro dos shoppings de Londrina será convidado a apagar o cigarro ou se dirigir a local adequado, que pode ser um ''fumódromo'' ou áreas ao ar livre. A recomendação foi feita através de correspondência enviada na semana passada pelos promotores Solange Vicentin (Meio Ambiente) e Paulo Tavares (Defesa dos Direitos e Garantias Constitucionais) aos cinco principais shoppings, incluindo o Camelódromo. Na carta, os promotores pedem que sejam afixados cartazes com a frase ''Proibido Fumar'' e com a lei federal que impede o consumo de cigarros em ambientes fechados.
O Ministério Público (MP) recomenda, ainda, que os seguranças sejam orientados a abordar os fumantes sem constrangê-los. A fiscalização será feita pela Vigilância Sanitária, que ainda está se organizando para isso. ''Vou me reunir nos próximos dias com todos os setores da Vigilância para viabilizar os trabalhos'', informou a gerente do órgão em Londrina, Denise Philippsen. Segundo ela, a proibição está contida em lei federal datada de 1996 e lei estadual do ano passado.
Representantes dos dois maiores shoppings e do Camelódromo garantiram, em entrevista à Folha, que já estão se adequando à determinação. ''Já vínhamos cumprindo parcialmente a lei, proibindo o cigarro na praça de alimentação. Agora, vamos cumprir à risca a determinação do Ministério Público'', informou o coordenador de Comunicação e Marketing do Royal, Álvaro Ferreira.
De acordo com Ferreira, já foram providenciadas as placas que serão colocadas em todas as entradas do shopping e os lojistas já estão sendo alertados para a necessidade de cumprimento da lei. ''Explicamos que as multas são pesadas, variam de R$ 5 mil a R$ 50 mil.'' Ferreira também explicou que já está sendo escolhido um local dentro do shopping que será adaptado para uso dos fumantes.
No Catuaí, medidas semelhantes estão sendo tomadas. O gerente de marketing Carlos Affonso dos Santos Filho, informou através da assessoria de imprensa que ainda este mês serão afixadas as placas em portas e colunas do hall. O shopping prepara também um 'spot' para ser veiculado no sistema interno de som, alertando para o cumprimento da lei.
''O nosso papel é o de informar e solicitar a contribuição do cliente'', afirma Filho. Em breve os seguranças vão passar a entregar aos fumantes cartões de visitas com a solicitação de não fumarem dentro do shopping. Junto com os cartões, os clientes receberão uma bala de hortelã. ''É uma forma simpática de solicitarmos a compreensão de cada um'', salienta o gerente.
A presidente em exercício da ONG Canãa, que administra o Camelódromo, Fabiane Conceição Alves, revelou que vê com bons olhos a iniciativa do MP. ''O fumante tem que ter bom senso, ninguém é obrigado a fumar por tabela'', ressalta, garantindo que os cartazes deverão ser afixados nos próximos dias.

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