Fumacê contra a dengue em Londrina: confira os bairros atendidos

Secretaria de Saúde começou a terceira fase de aplicação do inseticida, que será realizada em 27 bairros

Reportagem local
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A secretaria de Saúde de Londrina começou nesta semana a terceira fase de aplicação de inseticida, via “fumacê”, para eliminar o Aedes aegypti, mosquito transmissor da dengue. Após ter atendido 109 bairros em todas as regiões, nas duas primeiras etapas da iniciativa, agora começaram a ser percorridos mais 868 quarteirões em 27 bairros nas áreas norte, leste e oeste.

 

Fumacê contra a dengue em Londrina: confira os bairros atendidos
Micaela Orikasa - Grupo FOLHA 23/03/2021
 


O objetivo é reduzir a circulação do mosquito e, consequentemente, a proliferação da doença no município, com prioridade nos bairros que estão com maiores índices de infestação. Além da dengue, o Aedes é responsável pela transmissão de zika e chikungunya, entre outras doenças.


Os veículos utilizados nas operações do fumacê são cedidos pela Sesa (Secretaria de Estado da Saúde), bem como o inseticida utilizado para disseminar o produto em direção às casas. Este serviço é realizado de segunda a sábado, das 4h30 às 10h e das 16h às 21h, e nos domingos apenas pela manhã. Cada localidade recebe até cinco ciclos de aplicação, com intervalo médio de três dias, utilizando equipamentos de UBV (ultrabaixo volume).


ORIENTAÇÕES

A Secretaria Municipal de Saúde orienta a população para que contribua, sempre que possível, com as ações do fumacê. No momento da aplicação do inseticida pelos veículos, é importante que os moradores, ouvindo sua chegada, mantenham seus imóveis abertos e ventilados para que o produto dispersado possa chegar ao máximo de área possível. Outra recomendação é para que os animais domésticos, como cães e gatos, fiquem protegidos, incluindo proteção de suas vasilhas de comida e água.


Paralelamente à aplicação do fumacê, as equipes de endemias da SMS também farão mutirões pelos bairros atendidos. Os moradores serão orientados e receberão sacos de lixo para fazer a separação para coleta de materiais inservíveis e itens que possam acumular água, podendo se tornar criadouros do mosquito Aedes. Os agentes entrarão nos quintais e ensinarão como proceder o descarte corretamente. Mais de 90% dos focos do Aedes aegypti encontram-se nas próprias residências, em objetos como vasos, vasilhas, bebedouros de animais, calhas e recipientes diversos.


A secretaria municipal de Saúde divulgou, na quinta-feira (20), balanço sobre a doença. O relatório aponta que, em 2021, de janeiro até o momento, foram registradas 13.091 notificações relacionadas à doença, totalizando 3.653 casos confirmados; 3.941 foram descartados, após análises laboratoriais, e 2.994 em investigação. Ainda de acordo com o município, foi registrado o óbito de um morador da zona leste, de 91 anos.  Agora, Londrina passa a computar sete óbitos decorrentes de dengue. Levantamento da Sesa, também divulgado nesta semana, porém, aponta oito mortes na cidade. A Saúde estadual registra que período epidemiológico teve início em em agosto do ano passado. (Com informações do N.Com)


Bairros atendidos pelo fumacê

ZONA NORTE - Jardins Paraíso, Moema, Farid Libos, Catuaí, João Paz, Lago Norte, Alpes, Santa Mônica e Milton Gavetti


ZONA LESTE -  José Bonifácio, Abussafe, Alexandre Urbanas, Tarumã, Guilherme Pires, Armindo Guazzi, São Vicente Palotti, Interlagos e Laranjeiras


ZONA OESTE - Messiânico, Orion, Bandeirantes, Columbia, Tóquio, Pinheiros, Industrial,  Shangri-lá B e Jardim do Sol


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