Para os londrinenses consultados pela reportagem, a poluição do ar ainda não é um dos principais motivos de preocupação. Em especial, em comparação com a cidade de São Paulo, citada pelos entrevistados como modelo a não ser seguido.
O jogador de futebol Jhonatas Pereira da Silva, 20 anos, afirma que a fumaça dos carros não chega a causar incômodo, diferentemente da capital paulista. ''Já fui quatro vezes para lá e aí sim é bem complicado'', comenta.
Para a dona de casa Beatriz de Lima, 65, a qualidade do em Londrina está semelhante a Curitiba, onde morava até pouco tempo atrás. ''Às vezes fica ruim de respirar. Acho que pode até dar um problema de saúde'', opina.
Pior para quem fica mais exposto à fúria dos escapamentos. A Rua Sergipe, uma das mais movimentadas da cidade, é um exemplo. Corredor de diversas linhas de ônibus, a via está sempre lotada de veículos e pedestres. E o tráfego pesado gera outras consequências, como prejuízo financeiro para os comerciantes.
Proprietária há 40 anos de uma loja de roupas na Sergipe, Samia Jamal Geha ressalta que as mercadorias expostas na calçada ficam muito expostas à poluição. ''A gente coloca roupa nova para mostrar aos fregueses e fica tudo cheio de poeira. Então tenho que dar desconto senão o cliente não leva'', relata.
As funcionárias, que costumam ficar à porta da loja, também sofrem. A atendente Vanessa da Silva Sepe, 25, sofre com rinite alérgia. As dificuldades respiratórias, conta, são constantes. ''A gente controla com medicamentos, mas acredito que não teria tanto problema se não tivesse tanta fumaça'', declara. (F.R.F.)

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