Fumaça e fuligem de lixão incomodam moradores
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terça-feira, 25 de junho de 2002
Erika Zanon<BR>Reportagem Local 
Arapongas - O delegado Valdir Abrãao, da Polícia Civil de Arapongas (37 km a oeste de Londrina), vai abrir inquérito, para apurar se houve crime ambiental no incêndio ocorrido no lixão da Pedreira Bauer, periferia da cidade. O incêndio aconteceu na sexta-feira passada e foi provocado pela Secretaria de Serviços Urbanos e Meio Ambiente (Sesuma), para destruir galhos e resíduos de fábricas de móveis que estavam no local.
Ontem de manhã, moradores de bairros próximos ao lixão, reclamavam do cheiro forte e da poluição da fumaça. Segundo José Aparecido da Silva, morador do Conjunto Palmares, na segunda-feira à noite não dava para enxergar nada na rua que passa pelo depósito. Minha casa fica depois do lixão e próximo dali não dava para ver nada, nem com a luz alta do carro acesa, afirmou.
Outros moradores da região confirmaram que durante a noite o problema é maior. Eu cheguei ontem da faculdade e a fumaça estava bem baixa, disse Andréia Aparecida dos Santos, moradora do Jardim Columbia IV, que reclama também da fuligem depositada na calçada.
O secretário da Sesuma, Mário Rodrigues Mello, informou que a secretaria está tomando providências para solucionar o problema do incêndio. Estamos jogando terra em cima dos resíduos, para tentar abafar a fumaça, alfirmou Mello. Ele disse ainda que a fumaça não é tóxica, mas tem que ser controlada rapidamente para não incomodar os moradores. Mello reconheceu que o local é impróprio para receber resíduos de madeira e que a partir de agora o material será enviado para a Usina de Reciclagem de Resíduos Industriais.


