Kraw PenasDezesseis carros se chocaram dos dois lados da pista, interditando a estrada por vários minutos e provocando um engarrafamento de cerca de cinco quilômetros. A polícia foi chamada para evitar saques aos carros acidentadosUma queimada irregular na beira da estrada provocou um grande engavetamento ontem no quilômetro 86 da BR-116, no município de Colombo, Região Metropolitana da Curitiba. Dezesseis carros, nove de um lado da pista e sete de outro, se envolveram na colisão provocada pela fumaça. ‘‘A fumaça cobria tudo. Não dava para ver absolutamente nada’’, disse o eletricista Cristiano Gadelha, uma das vítimas. Quatro pessoas ficaram feridas, mas nenhuma em estado grave, segundo os socorristas do Sistema Integrado de Atendimento de Transporte Especial (Siate).
A estrada ficou interditada por pouco mais de dez minutos. Depois o trânsito fluiu lentamente. As pistas só foram liberadas 40 minutos após as colisões, quando motoristas e soldados removeram para fora da pista os carros que não funcionavam. Conforme o tenente Hudson Teixeira, da Ronda Ostensiva de Natureza Especial (Rone), o engarrafamento chegou a cinco quilômetros de cada lado da estrada.
O acidente aconteceu por volta de 15h30, quando a fumaça tomou conta da rodovia. Andando em baixa velocidade, os carros que iam na frente, um Renault Mégane de um lado e um Escort de outro, foram atingidos pelos carros que vinham logo atrás.
Moradores das vilas Liberdade e Zumbi se espalharam pela lateral das pistas. Mais de 20 soldados da Rone trabalhavam fortemente armados no local. Segundo o tenente, a PM foi chamada para evitar que os moradores roubassem objetos dos carros acidentados. O vendedor José Carlos Teobaldo, 41 anos, presidente da Associação de Moradores da Vila Liberdade, estava indignado com a desconfiança da polícia. ‘‘É muito fácil falar que a classe humilde é cheia de ladrão’’.
A revolta de Teobaldo era porque, segundo ele, alguns policiais teriam insinuado que os moradores da região teriam colocado fogo no capim às margens da BR para provocar o acidente e furtar os motoristas. ‘‘Temos 4 mil atestados de antecedentes criminais. Que tem marginal aqui tem... como em qualquer outro lugar’’.’’

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