Fugitivo diz que matou comerciante por causa de dívida
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sexta-feira, 28 de março de 2003
Telma Elorza<BR>Reportagem Local 
O fugitivo da Colônia Penal Agrícola (CPA), de Curitiba, Valdivino Braz, o Dino, 22 anos, foi preso na manhã de ontem, em um barraco no assentamento do Jardim Novo Amparo (zona leste de Londrina). Ele foi alvo de uma série de denúncias que o apontaram como autor dos homicídios do comerciante Valdecir Vitorino da Silva, 40 anos, e de Juliano Rezende dos Santos, 23 anos, ambos naquele bairro.
Silva morreu em dezembro, depois de ser ferido à bala dentro de seu bar e passar quase uma semana internado no Hospital Universitário. Santos foi encontrado morto em uma rua do assentamento, com dois tiros na cabeça e um na região lombar.
Segundo o delegado-operacional da 10 Subdivisão Policial (SDP), Sérgio Luiz Barroso, responsável pela captura de Braz, ele fugiu da CPA no final de novembro, onde cumpria pena de nove anos por roubo, e desde então estaria aterrorizando o bairro. ''Apesar de ser baixinho, cerca 1,50 metro, com uma arma na mão ele virava um bicho. Os moradores não aguentavam mais tanto desmando'', disse, explicando a série de denúncias feito para o telefone 147.
Com mandando de busca e apreensão, os policiais invadiram o barraco onde Braz morava, ontem, por volta das 7 horas, surpreendendo o foragido ainda na cama. ''Na terça-feira a gente já tinha tentado pegá-lo, mas ele viu a chegada das viaturas e fugiu. Hoje (ontem) o pegamos de surpresa'', contou o delegado.
Braz confessou à reportagem o que ainda não havia feito à Polícia que matou o comerciante porque este lhe devia cerca de R$ 2 mil. ''Eu vendi um Fiat e ele não queria me pagar'', explicou, friamente. Ele disse não se arrepender de ter matado o comerciante, mas nega ter matado Juliano Santos. ''Esse estão falando que fui eu, mas não foi'', afirmou. Braz ficará detido no 2º Distrito Policial.


