Londrina - Dirigir alcoolizado, falta da carteira de habilitação e fugir do flagrante são os principais motivos que fazem com que um motorista fuja sem prestar socorro em caso de atropelamento. As informações são do sargento Adalberto Alves da Silva, auxiliar de comunicação social da Polícia Rodoviária Estadual.
Ocorrências nessas circunstâncias não são raras. No dia 24 de dezembro três casos na sequência foram registrados em Londrina. Na zona norte, por volta das 20h30, um idoso de 67 anos foi atropelado por uma moto no Residencial Vista Bela e teve ferimentos graves, mas sem risco à vida. Meia hora depois, também na zona norte, um homem de 36 anos foi atropelado por um automóvel no Conjunto Novo Horizonte. Por fim, uma criança de 8 anos foi atropelada por uma moto e sofreu ferimentos leves no Jardim Leonor (zona oeste), por volta de 23h30.
Nas rodovias, houve pelo menos uma ocorrência, também na véspera do Natal. Segundo a PRE, um motociclista de 27 anos morreu na PR-092, após ter se chocado com um veículo não identificado, no próximo a Guapirama (Norte Pioneiro). Ainda de acordo com a polícia, o motorista fugiu do local sem prestar socorro e o motociclista morreu no local. O acidente aconteceu na véspera do Natal.
De acordo com o sargento Alves, por estar em desacordo com a lei ou mesmo por desconhecê-la, em geral o condutor acha que é melhor fugir e se apresentar depois, mas a situação será agravada pela fuga. "O Código de Trânsito Brasileiro, em seu artigo 301 diz que em caso de acidente com vítima não haverá prisão em flagrante nem se exigirá fiança caso o condutor do veículo preste socorro. Em caso de fuga, sua pena poderá ser aumentada de um terço a metade. Por isso é importante prestar ou chamar socorro", alerta.
Ele ressalta também a importância de chamar o socorro, mesmo que não seja possível prestar auxílio pessoalmente. "Em geral o veículo acaba danificado, ficam restos de peças e com isso conseguimos identificar o condutor. Em alguns casos as pessoas veem a notícia e acabam por denunciar também, por isso é importante se apresentar."
O capitão Mário Celso Andrade, comandante da Companhia de Polícia de Trânsito (Ciatran), alerta que mesmo depois do ocorrido a vítima pode procurar a Ciatran para registro da ocorrência. "Em muitos casos nem somos chamados, já que quando o Siate chega no local só tem a vítima. Mas para solicitar o seguro Dpvat é necessário esse registro e por isso mesmo que não haja testemunhas a pessoa deve vir até a Companhia."

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