Fugas deixam região metropolitana insegura
Luciana Pombo
De Curitiba
Um grupo de 15 detentos tentou fugir na noite de anteontem da Delegacia de Rio Branco do Sul, na Região Metropolitana de Curitiba. Eles esperaram o momento da contagem dos presos para tentar render o plantonista. Os condenados Claudinei Machado, conhecido como Rato e Altair de Jesus Nascimento, lideraram o movimento. Machado estava com um revólver calibre 32, com seis balas. O plantonista conseguiu fugir e chamar o delegado e a Polícia Militar.
A delegacia foi completamente cercada pelos policiais militares, que entraram com cautela dentro da cela onde estavam os presos. A arma foi apreendida e a rebelião controlada. Segundo o delegado Hilário Trigo, os presos que lideraram a tentativa de fuga deverão ser removidos para a Penitenciária de Curitiba. Já pedimos a remoção, mas estamos aguardando vaga no sistema penitenciário, disse ele.
A capacidade de presos na delegacia é para oito pessoas. Acho que pior do que a superlotação é a falta de pessoal, reclamou. De acordo com ele, a arma foi colocada dentro da delegacia através da mulher de um dos detentos. Não podemos revistar as mulheres e não temos qualquer policial feminina de plantão, disse. A delegacia possui apenas uma viatura e o delegado usa seu carro para fazer diligências. Acho que a situação das delegacias é grave e isto é generalizado. Temos que conviver com as fugas e possibilidade de tragédias por falta de recursos, acusou.
No Centro de Triagem de Curitiba, onde ocorreram duas fugas na semana passada em menos de 24 horas, o final de semana foi tranquilo. A capacidade da cadeia é para 96 presos. No entanto, estão no local 112 detentos. Os moradores da região da Vila Isabel estão com medo de novas fugas e querem a transferência da cadeia para outro local. Ninguém se sente seguro, disse Kátia Zilli, uma das coordenadoras do movimento.





