Fuga leva PEL a reavaliar segurança
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segunda-feira, 04 de setembro de 2006
Adriana Ito<BR>Reportagem Local 
A fuga registrada na manhã de domingo na Penintenciária Estadual de Londrina (PEL) levou à instauração de duas sindicâncias. Tanto a PEL quanto o 5º Batalhão de Polícia Militar estão investigando as responsabilidades da ocorrência, a primeira nos 12 anos da instituição.
Henrique Rodrigues dos Santos, 30 anos, fugiu às 6h20, quando se preparava, junto com outros três detentos, para servir o café da manhã para os 580 presos. Outro detento, Oberdan de Souza, foi detido pelos agentes enquanto tentava escapar, e vai responder a um processo disciplinar pela tentativa.
Em uma revista posterior à lavanderia, o chefe de segurança encontrou ainda uma corda e um colete de segurança na cor laranja, que não é utilizado na PEL, além das três luvas de couro e um bastão de madeira envolvido com borracha utilizados na ação. ''Provavelmente eles teriam outro plano de fuga, mas acabaram mudando a estratégia na última hora'', avaliou o diretor da PEL, Raimundo Hiroshi Kitanishi. Não se sabe quando nem como esses objetos e o instrumento utilizado para serrar as barras de proteção foram introduzidos dentro da unidade. ''Vamos investigar o caso, apurando todas as possibilidades, inclusive se houve a conivência de algum funcionário.''
O diretor da PEL relatou que Santos chegou a ser flagrado por um agente penitenciário enquanto subia o alambrado. Ele tentou acionar por telefone a PM que fazia a guarda do local. ''Não tivemos atendimento imediato da PM. Não sei por que razão não tinha ninguém para atender'', reclama.
Segundo o chefe de relações públicas do 5º Batalhão da PM, tenente Ricardo Eguedis, policiais estavam no local no momento da ocorrência. ''Já instauramos um processo administrativo para apurar por que eles não detectaram nem detiveram a fuga'', afirmou. O comandante do batalhão, tenente-coronel Joacir José da Silva, faria uma visita à instituição na tarde de ontem. No entanto, Eguedis alegou que mesmo com a visita não é possível adiantar se a PM vai reforçar a segurança no local. ''Primeiro é preciso apurar se a falha foi humana ou na metodologia de serviço adotada.''
A PEL conta com um sistema de alarmes, mas que não funciona há três anos. A direção da PEL solicitou à Secretaria de Estado da Justiça a manutenção e reparo do aparelho, mas o conserto ainda não foi realizado. Fora isso, a penitenciária conta com um sistema de rádio e de telefone para a comunicação interna. ''Precisamos rever os pontos vulneráveis da unidade e reestruturá-los de modo a evitar novas ocorrências'', avaliou Kitanishi.
Segundo a assessoria de imprensa da Secretaria de Estado de Justiça, as providências em relação ao alarme já foram pedidas pela direção da PEL ao Departamento Penitenciário (Depen) e estão sendo tomadas, dentro de um plano de reparos.


