Ponta Grossa

Celso MargrafOusadiaFuga foi liderada por Jorge Domingues da Silva Filho e Vilmar de Lima, assaltantes de banco que foram presos no início do mês passado. Eles teriam recebidos duas armas de fogo na quarta-feira, dentro de uma sacola que foi entregue por uma mulher chamada Andréia. Quando outra mulher foi pegar a sacola, começou a fugaUma fuga em massa de 45 presos do presídio Hidelbrando de Souza, em Ponta Grossa, terminou com a morte de um sargento da Polícia Militar e de um dos fugitivos. Liderada por Jorge Domingues da Silva Filho e Vilmar de Lima, assaltantes de banco que foram presos no início do mês passado, a fuga aconteceu por volta das 18h30 de anteontem, perto do horário do jantar, quando os presos encontram-se livres para transitar pelo corredor que divide e dá acesso as celas. Jorge e Vilmar portavam uma revólver calibre 38 e uma pistola, provavelmemte 9 mm.
No momento da fuga a segurança do presídio estava sendo feita por um policial civil e outros quatro militares. A estória começou quando, na manhã de quarta-feira, uma mulher chamada Andréia trouxe uma sacola para um dos detentos. A Polícia Militar acha que as armas podem ter entrado no presídio através de Andréia, uma vez que a sacola não teria sido revistada. No início da noite, quando outra mulher, conhecida por Sabrina, veio buscar a sacola, aconteceu a fuga.
O carcereiro que estava de plantão teria aberto os dois portões de ferro que dão acesso às celas. Nesse momento, quando foi pegar a sacola do detento, acabou surpreendido por dezenas de presos, que o teriam imobilizado e forçado a passagem para o lado de fora. A fuga aconteceu pelo portão principal do presídio.
Os detentos saíram atirando e o sargento da PM Waldemar Teodoro, de 49 anos, que estava na retaguarda do carcereiro, foi baleado quando tentava fechar um dos portões, na intenção de impedir a fuga. O sargento não usava coleta à prova de balas e morreu duas horas depois na UTI do Hospital Santa Casa.
O presídio Hidelbrando de Souza, também conhecido como Santa Maria, tem capacidade para 80 presos. No momento da fuga a cadeia estava com 88 presos. Segundo Noel Muchinski da Motta, delegado-adjunto da 13ª Subdivisão Policial, a outra metade de presos só não não fugiu porque estavam acomodados no outro pavilhão do Santa Maria. Entre os fugitivos, o delegado considera que 12 são de alta periculosidade, pois foram presos por assassinato, tráfico de drogas, assaltos a bancos e latrocínio.
Quando deixaram o presídio os presos levaram uma metralhadora e uma escopeta calibre 12, que estavam em poder dos policiais militares. Ao deixar o presídio alguns presos roubaram um caminhão e um Fiat Tipo. O caminhão foi encontrado na cidade de Castro e o Tipo na periferia de Ponta Grossa. Os presos deixaram o Santa Maria pela porta principal.
Alguns dos presos foram capturados horas depois da fuga. Joaquim Ávila e Edson Padilha acabaram presos quando tentavam realizar um furto no Centro da cidade. ‘‘A audácia dos fugitivos chegou a esse ponto. Acabaram de fugir da cadeia e já estavam cometendo outro crime’’, disse Motta. Na manhã de ontem, diversos familiares dos detentos foram até o presídio atrás de informações dos parentes que estavam presos.
O fugitivo Vilmar de Lima, apontado como um dos líderes da fuga e também como autor do disparo que matou o PM, foi morto às 11 horas de ontem, depois de trocar tiros com a polícia em um local próximo do presídio. Além do fugitivo que foi morto, até o final da tarde de ontem haviam sido capturados dez fugitivos.

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