O homicida Osmar Ferreira, 30 anos, morreu ontem quando tentava fugir junto com outros 19 presos da Cadeia Pública de Foz do Iguaçu, que bateu um novo recorde de superlotação, registrando 308 encarcerados acima da capacidade máxima que é de 168 presos. Além de realizar buscas na cidade, a polícia também quer identificar as pessoas que auxiliaram os foragidos, deixando dois carros próximos ao presídio.
Investigadores descobriram um Corcel (placa ABN-3848) e um Corsa (AIG-1792) abandonados a poucos quilômetros da cadeia. Marcas de sangue foram encontradas dentro e fora dos veículos, provenientes de ferimentos provocados à bala. Os disparos foram efetuados pelos seguranças durante a fuga, ocorrida perto das 3h30 de ontem. Os presos serraram as grades de duas celas, conseguiram chegar até o solário e fugiram usando uma corda feita com pedaços de cobertores e lençóis. Os vigias descobriram o plano somente depois que metade dos fugitivos tinha pulado as cercas de arame que separam o presídio da rua. A maioria estava presa acusada de roubo (11 pessoas). O delegado responsável pelo cadeião, Amadeu Trevisan, disse que a superlotação favoreceu a fuga (476 detentos se espremem em 42 celas).
A assessoria do secretário de Segurança Pública do Paraná, José Tavares, disse ontem que o governo federal deve retomar a partir da semana que vem as negociações sobre a liberação de verbas para construção de presídios. O secretário reuniu-se com o ministro da Justiça, José Gregory, em Brasília. Um dos objetivos da reunião com o ministro era de tentar a liberação de R$ 7 milhões para construção de um complexo de segurança máxima em Foz do Iguaçu, uma das prioridades do governo do Estado, devido à superlotação registrada hoje na cadeia do município.
Segundo a assessoria de imprensa, Tavares disse que representantes da Secretaria Nacional de Justiça virão ao Paraná, na próxima semana, para conhecer o presídio de Guarapuava, que deve servir de modelo para a construção do complexo de Foz do Iguaçu. As chances de conseguir os recursos são boas, na avaliação do governo estadual. O argumento é que o governo federal está dando prioridade para as cidades de fronteira. (Colaborou Andréa Lombardo, de Curitiba)

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