Fuga de 24 presos em distrito policial
Rubens Burigo Neto
De Curitiba
Vinte e quatro presos fugiram ontem, por volta das seis horas da manhã, da carceragem do 11º Distrito Policial, na Cidade Industrial de Curitiba. Em menos de 15 minutos, os detentos serraram os ferros na abertura do teto de uma das 12 celas, escavaram o concreto e escaparam por um buraco de menos de 40 centímetros. Antes de fugir, eles ainda serraram as trancas das outras celas. Até o meio-dia somente dois fugitivos haviam sido recapturados.
Os dois agentes da Polícia Civil que estavam de plantão na delegacia foram avisados da fuga por pedreiros que estão trabalhando em reformas do prédio e conseguiram evitar que mais presos fugissem. Agentes da Polícia Civil, com a ajuda de policiais militares, fizeram uma vistoria nas 12 celas da delegacia e encontraram mais de vinte estoques (armas improvisadas) e pedaços de serra para ferro.
Durante a revista, que foi até o fim da manhã, enquanto a maioria dos presos ficou nu em apenas uma cela, os outros tiveram que limpar a carceragem. Os pertences dos presos colchões, roupas, cobertores e utensílios de cozinha lotaram o pequeno pátio nos fundos da delegacia.
A situação está normal, mas eles vão tentar fugir de novo, disse o delegado Ronald de Jesus, que está trabalhando no 11º DP há duas semanas. Ele informou que a delegacia tem capacidade para 45 presos, mas responde atualmente por 105 detentos. Setenta por cento deles já poderiam estar cumprindo penas nas penitenciárias, mas não há vagas, lamentou. O delegado contou que as armas apreendidas foram montadas pelos detentos com ferros de construção retirados das paredes das celas.
Ronald de Jesus disse que a cela de onde os presos fugiram seria interditada ontem, para que os respiros que ficam no teto fossem fechados. O prédio do 11º DP está sendo completamente reformado para funcionar como um minipresídio. Os presos estão todos nos fundos da delegacia. Na parte da frente estão sendo feitas as obras de reforço interno e externo nas grades das celas e das janelas do edifício.Depois de serrar ferros e escavar concreto, detentos ganharam a liberdade através de um buraco feito no teto do prédio
José SuassunaREVISTAPresos tiveram que ficar nus em uma cela, enquanto outros faziam a limpeza da carceragem. No detalhe, os estoques encontrados no prédio





