Frustração provocou
agressão, diz pai de aluno
O comerciário C.Z., de 43 anos, pai de D., 13, que foi agredida pelo professor Fernando Rodrigues da Silva, conversou com o acusado ainda anteontem à tarde, no Colégio Oswaldo Cruz. Ele tinha ido ao colégio fazer a matrícula da filha e se surpreendeu ao encontrar D. fora da sala de aula, chorando, junto com outros alunos. ‘‘O professor estava transtornado e se mostrou frustrado com o atual sistema de ensino’’, disse C.Z.
Folha – O que o professor Fernando disse ao senhor?
C.Z. – Ele estava transtornado. Disse que minha filha era muito tagarela, apesar de ter notas boas, e que não obedeceu aos pedidos para que ficasse quieta. Ele se irritou quando ela se levantou para sair da sala.
Folha – O que o senhor achou do comportamento dele?
C.Z. – Percebi que ele está chateado com o sistema de ensino. Ele disse que faz pedidos e não é atendido. Ele está frustrado e explodiu de uma forma totalmente errada.
Folha – O senhor pensou em agredi-lo também?
C.Z. – Isso não adiantaria nada. Tenho formação religiosa.
Folha – O senhor pensa em processá-lo?
C.Z. – Não. Só registrei um boletim de ocorrências na delegacia.
Folha – O senhor conhecia o professor Fernando?
C.Z. – Ele tinha um bom relacionamento com os alunos. Foi um momento de fraqueza.
Folha – E sua filha, como está?
C.Z. – Ela está bem. Eu não queria que ela fosse na aula hoje (ontem), mas ela quis ir. Estava preocupado com o psicológico, mas ela parece bem. Ela só não quer mais ver esse professor.

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