Frustração nunca mais
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terça-feira, 31 de dezembro de 2002
Carolina Avansini`<br>Reportagem Local 
Virada do ano, época de estabelecer as famosas resoluções para os próximos 12 meses. Parar de fumar, beber menos e dormir cedo. ''Vou passar mais tempo em casa'', promete o boêmio. O gordinho planeja iniciar uma dieta no dia 2 de janeiro. Segunda-feira, vai se matricular na academia e começará a fazer caminhadas diárias. ''Em 2003 eu emagreço. Chocolate nunca mais'', garante.
Jamais estourar o limite do cheque especial. Além disso, abrir uma poupança, cancelar o cartão de crédito e parar de gastar dinheiro com bobagens. O consumista inveterado aguarda a entrada do ano para modificar o gerenciamento de suas finanças. ''Se não for caso de doença, nunca mais passarei sufoco'', espera.
Ano novo, vida nova. Entusiasmado com os materiais escolares novinhos em folha, o estudante que passou de ano ''raspando'' está convicto: em 2003, fechará todas as matérias no terceiro bimestre. E mais: aconteça o que acontecer, não estudará para as provas apenas na véspera.
Sorrir mais, brigar menos, respirar fundo e não se estressar. O mal humorado, ranzinza desde pequeno, tentará mais uma vez mudar sua natureza e tornar-se uma pessoa agradável. É claro que ele se irritou com os parentes no Natal, e preferia ficar sozinho em casa durante o reveillon. Mas está convicto. ''Vou aproveitar a festa''.
O realista passa em revista as resoluções tomadas no início de 2002 e constata que não cumpriu nada do que foi prometido. Não emagreceu, não parou de fumar, continua devendo para o banco e manteve sua personalidade. Decepcionado, garante que não chegará frustrado ao final de dezembro de 2003. E faz a única promessa de nunca mais estabelecer resoluções de ano novo que não serão cumpridas.


