O estudante de História na Universidade Estadual de Londrina (UEL), Pedro Baía, de 23 anos, precisa pegar o ônibus todos os dias para ir à universidade e relata que embarca em um ônibus lotado, sem lugar para ficar sentado e muito abafado. "A gente fica espremido e quanto mais gente junto, a irritabilidade aumenta. O cansaço e a rotina de trabalho pesam ao longo da semana e no fim de semana então nem se fala", declarou. Essa condição, no entanto, pode mudar. O prefeito Alexandre Kireeff assinou ontem o decreto 1.052, determinando que as concessionárias adquiram novos veículos com ar-condicionado e dispositivo regulador de temperatura.
Baía reagiu positivamente diante da notícia. "Sou a favor. É muito bom que tenha uma atitude dessas a favor de quem anda de ônibus", declarou. Ele acrescentou que, nos dias de chuva, com o ônibus fechado, fica difícil aguentar sem o equipamento. "Isso provoca problemas de saúde também com o tempo seco", reclamou.
Outra pessoa que se manifestou favoravelmente foi a dona de casa Lourdes Carvalho. "Eu achei a notícia maravilhosa. É bom, pois hoje os ônibus são abafados e às vezes está muito lotado e transpiro demais. A roupa não fica cheirando bem", criticou.
Londrina possui hoje 432 ônibus para o transporte coletivo, nenhum veículo das linhas convencionais possui ar-condicionado. Desde 2013, foram investidos cerca de R$ 22 milhões na renovação da frota, com a aquisição de 98 ônibus novos.

Frota do transporte coletivo deverá ter ar-condicionado
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O presidente da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU), José Carlos Bruno de Oliveira, destacou que a instalação e as especificações técnicas dos aparelhos deverão seguir as normas da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT). "Londrina é uma cidade quente, tropical e em 90% do ano a temperatura é muito quente. Estamos passando agora por um inverno com uma temperatura muito alta, um sol escaldante na rua. Por isso é importante que a gente ofereça essa qualidade de transporte coletivo ao usuário. O prefeito tem essa leitura e o decreto vale a partir do momento de renovação da frota", afirmou Oliveira.
Ele ressaltou que o custo de implantação desse sistema é relativamente pequeno. "Se toda a frota fosse renovada hoje por veículos com ar-condicionado, o impacto disso seria de R$ 0,15 na tarifa, mas a troca não será feita toda de uma vez. Se as empresas trocassem 20 carros na próxima renovação, interferiria em R$ 0,01 no preço da tarifa. É um preço muito pequeno para o conforto que traz à população que passa muito calor em Londrina. No meu entendimento vale a pena", declarou o presidente.
Ele destacou que o decreto não determina se o ar-condicionado deve ser elétrico ou não, já que a escolha dessa tecnologia pode garantir a economia de combustível, mas ressaltou que a escolha será sempre pela tecnologia que gerar menos custos. "O prefeito até já encomendou estudos para ajustar os carros utilizando combustíveis alternativos", afirmou.
O presidente da CMTU relembrou que o contrato de concessão das empresas que prestam serviço de transporte coletivo vence em 2019 e até lá ele garante que 100% da frota contará com aparelhos de ar-condicionado.
As empresas de transporte coletivo ainda não foram comunicadas oficialmente sobre o decreto, mas o presidente da CMTU garantiu que isso seria feito na sequência. O contrato de concessão de transporte coletivo possui uma cláusula que exige das concessionárias a adoção de novas tecnologias.

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