Mesmo com 50 mil veículos a mais circulando pelas ruas de Curitiba, número de mortes no trânsito diminui
O desembargador Octávio César Valeixo, do Tribunal de Justiça do Paraná, atribuiu a redução de mortes no trânsito em 98 à entrada em vigor do Código de Trânsito Brasileiro. Valeixo participou da elaboração da nova lei. ‘‘No Brasil, cerca de 6 mil vidas foram poupadas. Temos que ser sentinelas permanentes no respeito à vida humana’’, disse.
Valeixo considera a diminuição dos acidentes em Curitiba expressiva, principalmente se comparada ao crescimento da frota, que recebeu 50 mil novos veículos em 98. ‘‘Isto é sinal que o código está alcançando seu objetivo’’, disse. De 1997 para 1998, o trânsito matou 61 pessoas a menos em Curitiba.
‘‘Se fosse uma só vida, já estaríamos satisfeitos’’, observou.
Já para coibir a violência geral nas ruas, o delegado-geral da Polícia Civil, Newton Rocha, aposta na ‘‘distritalização’’ das delegacias. Além de registrar as ocorrências, os Distritos Policiais ficarão também encarregados de investigar os crimes. ‘‘A população poderá pedir socorro e ter uma agilidade maior na solução dos casos’’, disse.
Rocha defende a ‘‘profissionalização’’ da Polícia Civil e, para isso, quer contar com mais recursos para a Escola de Polícia, além de autonomia de trabalho para a Corregedoria investigar policiais que abusam do poder. Um dos pontos cruciais para o delegado é a questão econômica do País, fator de influência direta no comportamento da violência.

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