Aproximadamente quatro toneladas de peixes, principalmente carpas, tilápias e pacus, foram encontrados ontem jogados em um fundo-de-vale na zona leste de Cascavel. Alertados por moradores próximos, que começaram a sentir o cheiro putrefato, fiscais de órgãos ambientais constataram que os peixes eram de um açude (o pesque-pague Cuca Legal) nas proximidades, morreram nos dias de intenso frio nas duas últimas semanas de julho e só apareceram boiando a partir de sábado com o aquecimento das temperaturas.
O dono do açude, Deodoro Barbosa, resolveu se livrar dos peixes e contratou um carroceiro para jogá-los no fundo-de-vale. Ele afirmou desconhecer que isso caracterizasse crime ambiental. O secretário municipal de Meio Ambiente, Paulo Orso, considera a possibilidade de que Barbosa ‘‘não tenha agido com dolo, o que não o isenta de responsabilidades’’, por isso ele foi notificado e teve que contratar um carroceiro para transferir em 24 horas todos os peixes para o aterro sanitário. Naquele local, os peixes estão sendo colocados em vala séptica.
A Secretaria Estadual de Meio Ambiente informou que é possível ocorrer mortalidade de peixes em açudes, sob temperaturas abaixo de zero por períodos prolongados, como ocorreu em Cascavel (até 4 graus negativos).
O dono do pesqueiro Cuca Legal disse ter ‘‘certeza’’ de que os peixes ‘‘não tinham doença’’, por isso não se preocupou em avisar os órgãos ambientais sobre a mortandade.

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