Faltam dois dias para o início do outono. Em outras cidades do Brasil, não há motivos para preocupação com o frio e com as doenças que chegam com ele. Curitiba, porém, é diferente. Do total de 1,6 milhão de consultas médicas realizadas por ano nas unidades de saúde da Prefeitura de Curitiba, 400 mil são de pessoas que procuram atendimento para problemas respiratórios. Essas consultas geram em média, por mês, 37 mil inalações - o procedimento de enfermagem mais comum depois das vacinas, injeções e curativos.
Nos meses de abril a junho - quando a temperatura cai e o organismo tende a ficar mais vulnerável - o número de inalações dobra e as salas de atendimento ficam repletas de crianças. O objetivo da inalação é descongestionar as vias aéreas.
As vítimasCrianças desnutridas e idosos, que têm a resistência imunológica mais baixa, são mais vulneráveis às doenças respiratórias. ‘‘É necessário curar esses pacientes em especial porque, do contrário, gripes ou resfriados podem se transformar em doenças bem mais graves, como a pneumonia’’, alerta.
O problema é tão comum nas unidades de saúde que 12 dos 82 medicamentos da farmácia básica municipal destinam-se ao seu tratamento.
Apesar de a Secretaria Municipal da Saúde dispor desses recursos para o atendimento dos problemas respiratórios, o importante é prevenir, argumenta Eliane Maluf, diretora do Centro de Epidemiologia.
‘‘É melhor fazer uma alimentação saudável, agasalhar-se adequadamente e evitar aglomerações em locais fechados’’, ensina. ‘‘Agindo assim, as pessoas fortificam seu organismo e diminuem as chances de contaminação por doenças que podem ir desde simples gripes até os diferentes e temidos tipos de meningites’’.

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