Vento gelado, temperaturas beirando valores negativos: o inverno está aí e com ele a vontade de ficar em casa. Parece que o frio quer atrapalhar até o funcionamento do Hemocentro do Hospital Universitário (HU) de Londrina. Desde anteontem, o número de doações diminuiu em comparação com os dias mais quentes e se a situação permanecer assim até sábado, na próxima semana a situação pode ficar crítica, como afirmou a assistente social Eliana Rodrigues, responsável pelo setor de captação de doadores da unidade.
Ontem pela manhã foi registrada apenas uma doação. Durante toda a segunda-feira, somente uma dúzia de pessoas compareceu ao centro de coleta de sangue, metade da média diária de doações, que é de 25. ''Enquanto não estava frio, estava normal, mas percebemos uma diferença no número de doadores'', comentou Eliana. Para ela, além de preferir ficar em casa, a demora no processo de coleta também afugenta os doadores. ''No frio, o fluxo sanguíneo é mais lento'', informa.
As coletas externas, que representam 37% das doações, têm permitido a manutenção do estoque do Hemocentro, garantiu a assistente social. Segundo ela, as doações agendadas até agosto, por exemplo, já superam a demanda. ''Internamente é mais difícil receber doações porque o prédio é retirado do Centro e o horário de atendimento nem sempre contempla quem trabalha.''
O estoque atual do Hemocentro é de 450 bolsas com 450 mililitros (ml) de sangue cada. Londrina conta hoje com cerca de mil doadores cadastrados, mas a média diária de retornos é de 40 voluntários. A maioria dos doadores londrinenses é adulto de classe média, entre 18 e 50 anos. O centro de coleta de sangue atende não só o HU, mas a Maternidade Municipal, os hospitais da Zona Norte e Zona Sul e o ambulatório do Instituto do Câncer de Londrina, além de hospitais das regiões vizinhas.
Conforme Eliana, o estoque ainda está estável, ''mas se a queda no número de doadores continuar haverá defasagem no estoque de segurança, pois a demanda não pára''.
Enquanto o sangue tipo O negativo é o mais usado, a tipagem mais comum entre as doações é O positivo. Segundo a assistente social, os estoques de sangue dos tipos A e B negativos estão baixos; o estoque de sangue tipo O está razoável e o do tipo A positivo está mais baixo que o habitual. ''Não vai faltar, mas estamos buscando intensificar as coletas externas.''

Serviço- O Hemocentro Regional de Londrina funciona de segunda a sábado, das 8h30 às 17h30, na Rua Cláudio Donizete Cavaliere, 156, no Jardim Aruba, ao lado do Hospital Universitário. Mais informações pelos telefones (43) 3371-2356 ou (43) 3371-2218.

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