E não é que fez frio no Nordeste? Pelo menos na ''filial'' londrinense montada no Museu de Arte, para a 7 Festa Nordestina as baixas temperaturas do final de semana também marcaram presença no evento. Foram cinco dias de atrações culturais, gastronômicas e artesanais típicas, como o acarajé da Bahia, o bumba-meu-boi maranhense e as rendas cearenses.
Há cinco anos morando em Londrina, a costureira baiana Maria da Graça Pereira de Jesus diz que já está ''quase acostumada'' com o clima da cidade. Para se esquentar e matar a saudade da terrinha, Maria da Graça dividiu com a família uma buchada de bode preparada pela paraibana Cláudia Saldanha de Sá.''O frio só me ajudou'', conta a cozinheira.
''Veio gente de longe para matar as saudades do nordeste com a comida e a música'', explica Cláudia, que serviu muitos ex-conterrâneos que agora moram no Paraná e interior de São Paulo. Nos quatro primeiros dias foram preparadas cerca de 400 buchadas. Outro quitute que fez sucesso nas tardes e noites frias foi o caldo de mocotó preparado com uma receita das avós da cozinheira.
''Apesar do clima frio, foi excelente'', garante o produtor cultural Raimundo Maia, um dos organizadores e idealizadores do evento. Maia calcula que pelo menos 45 mil pessoas tenham passado pela festa. ''No sábado, mesmo com o frio, outras festas e shows na cidade, isso aqui ficou lotado'', conta. No final da tarde de ontem, a atração cultural foi o Boi da União, inspirado no bumba-meu-boi do Maranhão.

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