Frio é decisivo para alastrar gripe suína
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domingo, 14 de junho de 2009
Agência Brasil 
Brasília - O frio desta época do ano tem sido decisivo para o alastramento do vírus Influenza A (H1N1), responsável pela gripe suína, nos países vizinhos do Brasil, principalmente no Chile, na Argentina e no Uruguai. De acordo com infectologistas, em baixas temperaturas as pessoas tendem a ficar em lugares fechados, o que facilita o contágio.
''Este vírus sobrevive mais tempo em lugares mais frios'', afirmou o médico infectologista Miguel O'Ryan, professor da Universidade do Chile, um dos especialistas ouvidos pela BBC Brasil. No Chile, que tem 15 milhões de habitantes, já foram registrados 1.694 casos, a maior incidência da América do Sul. Na Argentina, com 40 milhões de habitantes, já foram confirmados 470 casos. O Uruguai, país de pouco mais de 3 milhões de habitantes, tem 24 pessoas infectadas. O levantamento da Organização Mundial de Saúde (OMS) mostra que 81 países já registraram a influenza A.
O Brasil, com cerca de 190 milhões de habitantes, tem 69 casos. Onze novos casos foram confirmados ontem pelo Ministério da Saúde. De acordo com o ministério, as pessoas contraíram a doença no exterior, estão em tratamento e passam bem. Ainda segundo o MS, 70 casos suspeitos estão sob monitoramento e 466 foram descartados. No Paraná são seis casos suspeitos.
O médico infectologista Hugo Paganini, do hospital Garrahan, de Buenos Aires, disse que o clima influencia na propagação das doenças respiratórias. ''O problema desta época do ano é que surge um coquetel de vírus de doenças respiratórias, mas, agora, somou-se a ele o vírus da gripe suína'', afirmou.
A gripe espanhola, considerada a maior pandemia de todos os tempos, e que matou milhões de pessoas em 1918 e 1919, também teve sua fase mais grave durante o frio. A influenza A tem apresentado uma letalidade bem menor. Na América do Sul, foram registradas três mortes relacionadas à doença, duas no Chile e uma na Colômbia.


