Frio coloca animais do zoo em risco
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sexta-feira, 12 de julho de 2002
Gilmar Agassi<br> Equipe da Folha 
Cascavel - As baixas temperaturas registradas nos últimos dias obrigou os biólogos do Zoológico Municipal de Cascavel a improvisar para proteger os animais mais sensíveis, como répteis. Os animais foram levados para uma casa, com aproximadamente 60 metros quadrados, onde funcionava o Centro da Fauna. Cerca de 150 bichos estão sendo aquecidos através de equipamentos próprios para o inverno.
São cerca de 50 jabutis, 30 cobras, 10 tartarugas, sete filhotes de jacarés e outros considerados do setor extra, como macacos e aves que estão machucados ou que não podem ficar em cativeiro normal. Os cativeiros foram especialmente construídos para serem semelhantes ao habitat natural de cada animal. Outras espécies que ficaram no zoológico tiveram suas jaulas protegidas, com plásticos e lonas.
A bióloga Valnice Oliveira explica que para este ano, mesmo com a demora para chegada do frio, os funcionários do zôo já estavam preparados para uma eventual necessidade. ''Sabíamos que mais cedo ou mais tarde o frio iria chegar, por isso, já tínhamos planejado uma forma de proteger os animais'', frisa Valnice, ressaltando que os répteis não conseguem sobreviver muito tempo em temperaturas abaixo dos 10 graus Celsius.
A bióloga acrescenta que os répteis são muito sensíveis e que ao contrário dos mamíferos, não conseguem manter a temperatura do corpo aquecida. No caso dos jabutis, eles foram colocados em uma sala com aquecimento artificial. Já as cobras estão em uma caixa de amianto, com água para manter a umidade e lâmpadas para aquecer. Já os jacarés, além da caixa de amianto, contam com um termostato que mantém a temperatura em 25 graus Celsius.
Como a casa fica separada do zoológico e está equipada com aquecedores e cativeiros especiais, o público não terá acesso. Por outro lado, os demais animais continuarão nos cativeiros para ser visitados. ''Fica impossível abrirmos ao público, até porque demandaria de pessoal extra e cuidados ainda maiores'', conclui a bióloga.


