As amigas Cristiane Alves e Iolanda de Jesus enfrentaram com surpresa o frio na manhã ontem para chegar ao trabalho no Calçadão, centro de Londrina. ''Tive que improsivar, já que não esperava que fosse esfriar tanto,'' revelou Iolanda, que neste ano ainda não comprou roupas de inverno e teve que procurar no armário um agasalho do ano passado.
Em Londrina, na manhã do sábado, os termômetros registraram mínima de 12 graus, depois de temperaturas que variaram de 23 a 30 graus durante a semana. A tendência é de que os londrinenses terão pela frente uma semana de mais frio e geada, o que preocupa não só a população urbana, mas deixa em alerta os agricultores responsáveis pela produção de alimentos.
A previsão do Sistema Meteorológico do Paraná (Simepar) indica mais queda na temperatura. O domingo deverá ter máxima de 20 graus e mínima de 7 graus. Amanhã mais frio: máxima de 19 graus e mínima de 6 graus. Segundo o meteorologista do Simepar, Cezar Gonçalves Duquia, a temperatura volta a subir pouco na terça-feira, nos mesmos níveis de hoje, mas cai de novo na quarta-feira.
Cristiane e Iolanda são vendedoras de uma loja de departamentos e já previam grande movimento de consumidores a procura de roupas mais quentes, depois de um mês com altas temperaturas que não estimularam o consumo da coleção de inverno que está nas lojas desde o início de maio. ''Hoje, com certeza, o movimento será grande'', afirmou Cristiane.
Com a queda de temperatura, depois da chuva na sexta-feira, muita gente saiu à procura de agasalhos de inverno, mas o que se viu nas lojas foi um consumidor cauteloso, olhando e analisando preços. Inês Novacki, junto com o marido Luiz, estava a procura de um casaco ''mais quente'', de olho nas previsões da meteorologia de uma semana fria pela frente. No entanto, preferiu apenas pesquisar o preço. A micro-empresária Dercilei Rodrigues Perez, que saiu com as filhas Giscellayne e Caroline, disse que por enquanto vai usar as roupas do inverno passado. ''Vou apenas comprar sapatos'', garantiu.
Segundo o gerente da Lojas Pernambucanas, Aparecido Moreira, a maioria dos consumidores geralmente espera pelo segundo dia de frio para comprar. ''A roupa de inverno tem um preço mais elevado e o consumidor primeiro quer ter certeza de que será um bom investimento.''
Mesmo assim, o frio, para o comércio, segundo ele, poderá ''aquecer'' as vendas daqui para frente. Moreira admite que houve queda no movimento após o Dia das Mães devido a elevação da temperatura. ''Se permanecer o frio, essa queda será recompensada.''
Para o gerente da Lojas Riachuelo, Carlos Roberto De Júlio, com a onda de frio a expectativa é fechar o mês com um crescimento de 35% nas vendas, já previstos no início de maio. ''O mês começou com pequena queda de temperatura e a loja vendeu bem, mas não o esperado, já que na segunda semana de maio, quando o estoque de inverno já era de quase 50%, voltou a esquentar. Com o frio devemos cumprir a meta.''

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