Arquivo FolhaVÍTIMACrianças são as principais afetadas por doenças causadas pelas baixas temperaturas, como nasofaringite, bronquite, amigdalite e asmaDoenças tipicamente invernais como nasofaringite, bronquite, amigdalite e asma aparecem, nesta ordem, como as principais causas de atendimento nas unidades de saúde nesta época do ano.
Com o frio, a incidência de doenças respiratórias aumenta cerca de 20%, acometendo principalmente crianças e idosos, cujo sistema imunológico é menos resistente. Nos postos de saúde, 40% dos atendimentos de crianças de até 14 anos são causados por problemas respiratórios.
Entre os idosos, na maioria das vezes as doenças respiratórias acabam virando pneumonia, complicando o quadro da doença. ‘‘As pessoas contaminadas devem evitar visitas aos idosos e a crianças, principalmente aos recém-nascidos’’, lembra a diretora do Departamento de Epidemiologia da Secretaria Municipal da Saúde, a médica Eliane Maluf.
A orientação da médica é que, ao primeiro sintoma de infecção como febre, mal-estar e dores no corpo, as pessoas procurem atendimento médico. O diagnóstico precoce permite um tratamento eficaz e a recuperação rápida. Alguns medicamentos básicos são fornecidos pelas unidades de saúde dentro do programa ‘‘Farmácia Curitibana’’.
No caso da medicação com antibióticos, os cuidados devem ser ainda maiores. ‘‘O tratamento deve ser rigoroso e seguido por, no mínimo, sete dias. Caso contrário, as bactérias que provocaram a infecção podem se tornar resistentes à medicação’’, explica.
Alimentação - Um dos erros mais comuns no inverno é fechar totalmente as janelas da casa ou dos veículos, para evitar o frio. ‘‘Num ambiente fechado, as bactérias e vírus causadores das diversas doenças cuja transmissão se dá pelo ar ficam concentrados e têm a sua ação facilitada’’, explica Eliane Maluf.
Uma alimentação rica em vitamina C - presente em frutas como limão, laranja, kiwi e acerola - e o consumo de água, sucos e chás (pelo menos dois litros por dia) também auxiliam na prevenção.
Os agasalhos também devem ser usados com critério, principalmente quando quem os usa está com febre. A médica explica que o excesso de roupas nos bebês, por exemplo, impede a queda da temperatura corporal, dificultando a recuperação. O ideal é manter a temperatura do corpo estável para evitar o choque térmico. ‘‘As mudanças muito constantes da temperatura - ir de um local aquecido para um local frio, por exemplo - baixam a resistência do organismo’’, explica Eliane.

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