Frio agrava doenças respiratórias
Frio agrava doenças respiratórias
Guilherme Pupo
Marcelo AlmeidaSônia Pereira e o marido levaram o filho Geovani, com problemas respiratórios, ao Hos pital CajuruO atendimento de pacientes com doenças respiratórias em clínicas e hospitais de Curitiba aumentou cerca de 40% no mês de maio, em comparação com o mesmo período do ano passado. A informação é do médico pneumologista Jairo Sponholz Araújo, presidente da Sociedade Paranaense de Tisiologia e Doenças Toráxicas.
O crescimento no número de consultas só não aumentou mais em função da incapacidade do sistema, avalia o médico. Segundo ele, além da epidemia de gripe que se alastrou pela cidade, os casos mais comuns são de pessoas com pneumonia, bronquite, asma e sinusite.
No Hospital Cajuru, que tem um dos maiores prontos-socorros da cidade, o número de pacientes atendidos no setor clínico por dia chegou a 150 em maio, enquanto a média é de 70. Do total de pacientes, a maioria apresentou problemas respiratórios.
Vacina - Para evitar surtos de gripe e de outras doenças relacionadas, algumas empresas estão oferecendo vacina contra gripe para os funcionários. A Unimed ofereceu a vacina gratuitamente para os funcionários e cooperados durante todo o mês de maio.
Na Caixa Econômica Federal, a campanha interna de vacinação deve atender os 4.400 funcionários e 460 aposentados no Estado. A aplicação das doses já começou em municípios do interior, e deve iniciar em Curitiba no próximo sábado. A vacinação é voluntária e o funcionário paga de 10% a 20% do valor total - cerca de R$ 20,00. O setor de saúde da Caixa informou que o número de licenças médicas fornecidas para funcionários com gripe aumenta até nove vezes nessa época do ano.
Segundo o presidente da Sociedade Paranaense de Tisiologia e Doenças Toráxicas, Jairo Araujo, a vacinação em massa não evitaria o aparecimento da gripe, mas reduziria o indíce de doentes ou a gravidade da doença. A Secretaria Estadual de Saúde informou que não há nenhum plano de campanha de vacinação anti-gripe (como houve em São Paulo, para idosos e crianças).
A Secretaria ainda não tem os dados referentes a maio deste ano, mas os números divulgados até abril demonstram o aumento na incidência de doenças respiratórias. Enquanto em janeiro foram registrados 2.052 atendimentos de pacientes com asma, o número passou para 2.542 em fevereiro, 3.193 em março e 3.296 em abril. No ano passado, das 772.050 internações gerais realizadas no Estado pelo Sistema Único de Saúde, 171.996 foram relacionadas a problemas respiratórias.





