A assistente social do Hemocentro de Cascavel (Oeste), Maria Luiza da Silva, afirma que há uma queda no número de doadores voluntários em períodos de frio e de chuva. "É importante reforçar o perfil para quem pode doar sangue. O ideal é que haja voluntários conscientes da responsabilidade da doação constante para manter o estoque regular. Quando não existem voluntários, fazemos contato com familiares, mas isso não é o ideal, porque isso acontece quando os parentes dos pacientes estão com o psicológico abalado", explica, informando que a média é de 1,3 mil pessoas colaborando.

Para Maristela Sacks, responsável pelo setor de captação de doadores do Hemocentro de Guarapuava (Centro), a meta mensal é de 600 doadores por mês. "Temos conseguido uma média de 40 doadores por dia. Tem sido suficiente para atender a demanda do Hemocentro, mas além de Guarapuava atendemos hospitais de 19 municípios", apontou.

Segundo Maristela, o Hemocentro de Guarapuava trabalha com doações de voluntários e também com reposição. "Semanalmente recebemos um mapa dos hospitais e ligamos para familiares de pacientes, que acabam vendo a importância do serviço. De 25% a 30% do nosso estoque mensal vêm de reposições", apontou.

"Nós estamos conseguindo atender as demandas aqui em Maringá. Por mês temos realizado de 1.100 a 1.220 coletas por mês, inclusive realizando coleta externa em outros municípios da 15ª Regional de Saúde", explicou a assistente social do Hemocentro de Maringá (Noroeste), Maria Lourdes León. "Precisamos de doadores diariamente, porque as plaquetas possuem um tempo menor de vida, durando de quatro a cinco dias."

CRITÉRIOS
Existem critérios que permitem ou que impedem uma doação de sangue, determinados por normas técnicas do Ministério da Saúde, e visam proteção ao doador e a segurança de quem vai receber o sangue.

Os impedimentos definitivos acontecem quando a pessoa contraiu hepatite após os 10 anos de idade; há evidência clínica ou laboratorial de doenças transmissíveis pelo sangue: hepatites B e C, Aids (vírus HIV), associadas aos vírus HTLV I e II e doença de Chagas; uso de drogas ilícitas injetáveis e se a pessoa contraiu malária. Entre os impedimentos temporários estão febre, gripe e uso de alguns medicamentos. Se a pessoa fez uma tatuagem, essa espera é de um ano.

A assistente social de Maringá ressalta que o doador deve estar bem alimentado, pesar no mínimo 50 kg e ter dormido no mínimo seis horas. (V.O.)

Serviço: Informações nos Hemocentros: Londrina (43 - 3371-2218 e 3371-2356); Cascavel (45 – 3226-4549); Maringá (44 – 3011-9400) e Guarapuava (42 - 3622-2819)

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