O Ministério da Agricultura e do Abastecimento ainda não autorizou a reabertura do Frigorífico São José (Frigozé), localizado no Jardim Santa Mônica (zona norte de Londrina), desativado há 11 anos. O frigorífico entrou com pedido de registro no Serviço de Inspeção Federal (SIF), mas por enquanto o processo está indeferido pela necessidade de adequações na parte operacional da indústria.
De acordo com o chefe do escritório regional do Ministério da Agricultura em Londrina, Juarez José de Santana, a vistoria foi feita há cerca de um mês e os técnicos constataram falhas nas instalações. Assim que as reformas forem concluídas, o processo seguirá para Brasília para análise da documentação e do parecer emitido pelo escritório regional.
Entre as exigências feitas pelo Serviço de Inspeção de Produtos de Origem Animal do Ministério, estão a substituição do material utilizado no forro da sala de desossa; obrigatoriedade de lavador de veículos transportadores de animais vivos; retirada de sanitários existentes na sala de matança; colocação de revestimento adequado no forro das antecâmaras e adequação no fluxograma operacional, que hoje apresenta indicações incorretas e incompletas, entre outras mudanças.
O proprietário do frigorífico, Natel Gomes de Oliveira, afirmou que os pedidos feitos pelo Ministério da Agricultura são bem simples e estão exigindo um investimento pequeno. ‘‘Menos que o valor de um carro’’, comparou. Ele diz considerar normais as exigências, já as instalações do frigorífico foram construídas há cerca de 27 anos e reformadas em 1981.
A princípio, o Frigozé pretende abater de 150 a 200 bois por dia, para abastecer o mercado interno. Natel de Oliveira acredita que dentro de 10 a 15 dias as reformas estarão prontas e o frigorífico poderá entrar em funcionamento no início do ano que vem, como previsto.
Na semana passada, moradores do Jardim Santa Mônica se mobilizaram contra a reativação do Frigozé, argumentando que o código sanitário do Estado impede o funcionamento de frigoríficos dentro do perímetro urbano. A indústria está instalada em área de fundo de vale, às margens do Ribeirão Quati. O ribeirão deságua no Rio Jacutinga, que abastece o município de Ibiporã (14 quilômetros a leste de Londrina).
O escritório do Instituto Ambiental do Paraná em Londrina elabororou parecer técnico para funcionamento do frigorífico por consider que, a princípio, o empreendimento está legal. Contudo, se o ribeirão vier a ser poluído ou houver outro tipo de agressão ao meio ambiente o licenciamento será revisto.

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