O Frigorífico Morro Santo é a terceira empresa autuada por infração ambiental em Ibiporã em menos de dois meses. Localizada à beira do rio Lindóia, que deságua no rio Jacutinga, a empresa funcionou por aproximadamente 40 anos sem licenciamento ambiental.
Nesta semana, a Folha recebeu reclamação de moradores da região sobre lançamento ilegal de efluentes diretamente no rio. Em visita ao local, a reportagem constatou o problema, que ocorre cerca de 1 km acima do bairro Pedro Esplendor, cujos moradores, a maior parte crianças, utilizam o rio para se banhar.
Em agosto deste ano, o IAP e o Departamento Municipal de Meio Ambiente autuaram a empresa por inadequações nas lagoas retentoras de resíduos.
Segundo o chefe regional do IAP, Carlos Alberto Hirata, a empresa terá um ano para obter a licença de operação e se adequar às normas ambientais.
O prefeito de Ibiporã, Beto Baccarin (PPS), defendeu a manutenção das atividades da empresa durante o período de adequação, apesar de contrariar a lei ambiental.
''Esse frigorífico funciona assim há 40 anos e não podemos simplesmente dispensar 50 trabalhadores que têm ali sua fonte de renda. Nós começamos um trabalho de melhorias em março do ano passado e a empresa já se adequou às normas sanitárias'', disse Baccarin - que é fiscal licenciado do IAP.
A Folha tentou contato com os proprietários do Frigorífico Morro Santo, na sede da empresa e por telefone, mas não obteve retorno.
A promotora do Meio Ambiente de Ibiporã, Révia de Luna, disse que vai se inteirar do caso e tomar providências ''de imediato''.(F.C.)

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