Em Londrina, a exemplo de muitos outros municípios, observa-se um crescente número de casos de vandalismo contra o patrimônio público. O professor de Direito Penal e Processo Penal da Universidade Estadual de Londrina, Marcos Ticianelli, descarta que o problema esteja na falta de rigor da legislação, que prevê a punição de três anos de detenção. "O artigo não é aplicado por falta de efetivo e possibilidade de descobrir os autores. Falta fiscalização."

Além do vandalismo, outra preocupação recorrente entre os entrevistados é a segurança na região do Zerão. Um adolescente skatista relata que ele e um grupo de amigos já foram cercados por assaltantes. "Levaram várias coisas da gente."

"Faremos uma operação conjunta com a PM para ver se conseguimos diminuir isso", promete o secretário municipal de Defesa Social, Evaristo Kuceki. Ele afirma que não possui estatísticas segmentadas por localidades. "Este ano foram 459 pessoas flagradas praticando delitos pela Guarda Municipal. Em situação de vandalismo foram 21 ocorrências, número que consideramos baixo."

Segundo o tenente Emerson Castro, porta-voz do 5º Batalhão da PM, a Polícia Militar realiza o policiamento ostensivo preventivo em todos lugares. "No caso das praças e dos parques públicos, no caso o Zerão, a PM compartilha responsabilidades com a Guarda Municipal. A 2° Cia do 5° BPM usualmente aplica as bicicletas e as motocicletas neste local durante o dia. Já no período noturno o policiamento é reforçado com aplicação de viaturas de área, Rotam e Choque", explica. "Frequentemente abordagens são realizadas e o resultado tem sido prisões de homens com mandados de prisão, apreensão de adolescentes e também de drogas."

Intervenções

Concebido pelo arquiteto Luís César da Silva em 1975 e construído no fim da década de 1980, o anfiteatro Reverendo Jonas Dias Martins, popularmente conhecido como anfiteatro do Zerão, tem como principal característica ser uma arena ao ar livre destinada às atividades culturais de grande porte.

O leque formador da concha acústica é feito em concreto armado e o palco mede aproximadamente 300 metros quadrados. A arquibancada tem capacidade para 6 mil pessoas. No subsolo, embaixo do palco, existe um anfiteatro com capacidade para 250 pessoas. Além desses elementos, existem três camarins, banheiros e sanitários.

Desde que foi inaugurado, o local já passou por inúmeras intervenções. A estrutura da cobertura desabou durante a sua construção no dia 4 de setembro de 1988. Depois de reconstruída, em fevereiro de 2006 uma comissão da Secretaria de Obras do município avaliou o local e constatou rachaduras e infiltrações no local, o que levou a uma reforma em 2008. Essa reforma recuperou toda a estrutura, que recebeu novas pinturas, rampa de acesso ao palco, impermeabilização e um muro de arrimo, com jardim no fundo do anfiteatro, para evitar que as pessoas "escalassem" a estrutura. Na época a obra custou R$ 152 mil.

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