Uma frequentadora do Bar da Mocidade, em Londrina, que prefere não ser identificada, conta que estava sentada em uma mesa próxima a da advogada Alexandra Disseró. ‘‘Ouvimos os tiros e a minha irmã falou que estavam soltando bombas. Mas daí eu vi que era um tiroteio’’, lembra.
Ela conta que chegou a ver os dois ladrões entrando no bar, usando bonés, e desconfiou. Ela garante ainda que viu o proprietário do bar, Luis Sekiguchi, sinalizando para o policial militar à paisana. ‘‘Ele (PM) sacou o revólver, mas não chegou a disparar. Daí os ladrões começaram a atirar’’, afirma.
Cerca de 70 pessoas estavam no bar no momento do assalto. Segundo ela, quando os tiros começaram, foi um tumulto e todos saíram correndo para fora. ‘‘Acho que o tiroteio durou uns dois minutos’’, afirma. Ela estava na mesa com outras cinco pessoas e todas correram em direção à Via Leste-Oeste.
A frequentadora voltou para o bar minutos depois, quando viu as viaturas da PM chegando. ‘‘No caminho tinha telefones celulares, documentos, calçados espalhados’’, lembra. ‘‘Foi um pânico, eu não consegui dormir à noite. E a minha irmã que mora em uma cidade aqui perto está bastante assustada e diz que não virá mais a Londrina’’, relata.
Ela informa que costuma ir ao bar todas as semanas, mas que agora não sabe se voltará a frequentar o lugar. ‘‘Não sei se vou ter coragem’’, revela. A mulher lembra que viu a advogada Alexandra e conta que ela estava muito contente. ‘‘É lamentável uma jovem perder a vida desse jeito, só por causa de R$ 2 mil (quantia levada pelos ladrões).’’ (L.O.)

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