Fraude no juizado pode ser maior
O empresário Carlos Alberto de Paula Souza afirma que a fraude nos Juizados Especiais Cíveis e Criminais é muito maior do que esta sendo investigada na Delegacia de Crimes contra a Administração Pública. Souza assegura que o desvio de dinheiro envolve outros funcionários do juizado além de servidores do Banestado. Acusação do empresário é baseada em experiência pessoal, enfrentada ao tentar conseguir receber uma indenização que tramitou na vara há dois anos. Ontem, o delegado de Crimes contra a Administração Pública, Claudimar Lúcio Lugli, estava ouvindo funcionários do Banestado e outros funcionários do juizado.
Souza diz que pretende juntar o seus processos às denúncias que tramitam hoje na esfera judicial, com um processo administrativo, e na policial. Ele conta
que há dois anos foi obrigado denunciar à Corregedoria da Justiça irregularidades no pagamento de uma sentença que havia ganho.
O empresário informa que entrou com um pedido para receber débitos de uma imobiliária. Depois de ganhar a ação, o seu processo teria sido arquivado, mesmo frente a uma sentença positiva. Começaram a criar obstáculos no acesso ao processo, até que descobri que tinha sido indeferido, contrariando a decisão do juiz favorável para mim, afirma.
Carlos Souza lembra que a escrivã Inaura Martins, o qual o empresário afirma ter algum grau de parentesco com Luzia Martins (investigada pela polícia), teria tentado barrar o pagamento de sua indenização. No entanto, o diretor do Juizado, Haroldo Montanha Teixeira, desconhece esta funcionária, mas pede para que o empresário leve as provas contra a pessoa.
Como era ela que informava aos cidadãos o resultado das sentenças, Inaura fazia uma triagem, enganando as pessoas humildes sobre o resultado das ações, afirma. Ele conta que normalmente ela dizia que as causas estavam perdidas. No período que briguei pelos meus direitos, reuni centenas de pessoas que estavam sendo enganadas por esta mulher, comenta. Segundo ele, haviam processos de mais de quatro anos que não tinham sido pagos.
Souza considera que o dinheiro dessas ações teria sido embolsado por Inaura e outros funcionários do Juizado. Além disso, como as ações são pagas apenas com apresentação da identidade e o registro do processo, deveria ter alguém do banco que a ajudava a descontar os cheques, afirma.Albari RosaCrimeO empresário Carlos Souza diz que fraudes nos Juizados Especiais Cíveis e Criminais envolvem inclusive funcionários do BanestadoIsrael Reinstein





