A Polícia Civil de Mandaguaçu (16 km de Maringá) está investigando uma lista com nomes de advogados fornecida pela advogada Ana Maria Giovanini, 47 anos, presa na última sexta-feira. Ana Maria é acusada de montar ofícios fraudulentos da Justiça para reabilitar créditos de clientes junto a Serasa.
Segundo o delegado Valdir Adão Samparo, a advogada também forneceu nomes de pessoas envolvidas com outros tipos de estelionato. A polícia não descarta a hipótese de existir uma ''rede'' de advogados atuando de forma criminosa inclusive em outras regiões e fora do Estado. O delegado não quis divulgar nomes por causa das investigações.
No dia da prisão de Ana Maria, a polícia encontrou documentos e carimbos falsificados de cartórios e varas cíveis de Maringá, Mandaguaçu e Belenzinho (SP). O caso foi descoberto porque a Serasa desconfiou de dois ofícios e pediu confirmação dos documentos na Vara Cível de Mandaguaçu. Nos ofícios, a advogada ''exagerou'' na fraude e acabou reconhecendo firma da assinatura da juíza da comarca. O procedimento foge do padrão das regras judiciais.
Quando a Serasa entrou em contato com a comarca, funcionários do Fórum verificaram a denúncia e perceberam também que os números dos processos e os nomes das partes não batiam com as informações prestadas pela advogada nos ofícios.
O delegado disse que ainda não sabe quantos clientes da advogada foram beneficiados e o volume de dinheiro envolvido na fraude. A advogada está sendo mantida em prisão domiciliar.

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